Por: Maria Grizante
Esta expressão de um poema de Horácio indica que devemos aproveitar cada momento do dia, ou “colher o dia” ao pé da letra, sem nos afligirmos ou nos abatermos ante o futuro incerto. A despeito de nossos desejos, ansiedades e busca desenfreada de conquistas ambiciosas que podem nunca acontecer de fato, o que causaria um sentimento ainda maior de infelicidade e conseqüente sentimento de fracasso, não importa, vale o momento, o “carpe diem”
Para nós, cristãos, remete-nos a viver a máxima de amar e a confiar em Deus sobre todas as coisas e a amar ao nosso próximo como a nós mesmos. Dentre tantos ensinamentos do filho de Deus, começamos pela consciência tranqüila, e acrescentamos perdoar e pedir perdão; ao amor ao próximo, acrescentamos a premissa incondicional e sem reservas; ao amor a nós mesmos, acrescentamos a dignidade a toda e qualquer tarefa que venhamos a desempenhar; à confiança plena, total e absoluta em Deus, acrescentamos a confiança plena total e absoluta em Deus (não você não leu a mais é isso mesmo!). Ele sabe e conhece perfeitamente bem o que precisamos e necessitamos, ainda que sem mérito algum de nossa parte.
“Carpe Diem” após o Assédio Moral não é tarefa das mais fáceis, seja para cristãos ou não! Custamos a ver o mundo novamente com suas cores sempre lindas e dignas de serem apreciadas com o devido espírito de contemplação, admiração e gratidão ao Criador! Tudo se nos parece cinza, quando não pálido e sem graça. Assédio moral não tem a menor graça. Adoece a alma. Entristece o espírito. Debilita o corpo e faz doer até as entranhas, onde nem o mais poderoso analgésico consegue alcançar. A psicoterapia alivia gradativamente esta dor sem fim. Seu efeito, semelhantemente a um bálsamo, cicatriza feridas lentamente, e o que é melhor, sem esconder em crosta, a purulência que denuncia que foi mal curada. Ou de uma falsa sensação de cura causada pelos efeitos de potentes drogas instigadoras da ‘felicidade’, que como morfina, alivia e maquiam a dor, num bem estar efêmero e volátil. Seguimos sobreviventes a nós mesmos, e qual dependente químicos, em seus respectivos grupos de auto-ajuda, internalizamos a máxima: “só por hoje”!
Só por hoje não vamos ter pena de nós mesmos!
Só por hoje não vamos jogar a toalha e desistir de tudo!
Só por hoje não vamos nos sentir inúteis!
Só por hoje não vamos nos largar no sofá e sucumbirmos!
Só por hoje não vamos querer causar mais danos à nossa saúde mental!
Só por hoje não vamos nos isolar do mundo!
Só por hoje não vamos seguir com medo de encarar desafios!
Só por hoje não vamos sair de casa sem batom!
Só por hoje não vamos odiar quem nos causou tanto mal!
Só por hoje não vamos nos culpar pela violência sofrida!
Só por hoje não vamos desejar que o causador da nossa dor, morra!
Só por hoje não vamos nos virar para o outro lado da cama e ontinuar dormindo, mas espreguiçar e perseguir os sonhos interrompidos!
Só por hoje não vamos duvidar de que somos parte dos sonhos e dos planos de Deus!
Só por hoje não vamos perecer, mas crer que sempre haverá alguém precisando de uma simples palavra de estímulo de vida e não de morte!
Só por hoje não vamos usar de hipocrisia para com Deus e dizer que nos ajude a amar quem nos causou tanto mal!
Só por hoje não vamos nos envergonhar por estarmos em função readaptada e, quando questionados, apresentarmos a dignidade da nova tarefa!
Só por hoje não vamos arrumar desculpas para não visitarmos os amigos e parentes, que se afastaram por não saberem lidar com nosso estado depressivo!
Só por hoje não vamos ter medo de caminhar pelo parque e reencontrar pessoas que não entenderam o nosso sumiço e jogarmos conversa fora!
Só por hoje não vamos deixar aquele livro que começamos e recomeçamos a ler esquecido mais uma vez na estante!
Só por hoje não vamos fingir que aquela pessoa no espelho, que temos olhado de relance, é totalmente estranha para nós!
Só por hoje não vamos achar que esse tal “carpe diem” é algo impossível, inalcansável e inatingível após o assédio moral!
Colher o dia de hoje é um privilegio, significa estarmos vivos! Ainda que seja um aprendizado voltar a andar, falar, equilibrar-se, readquirir confiança e pensar, articulando a devolução do abraço recebido pelos filhos, pais, irmãos, amigos, colegas, de trabalho, vizinhos, pais-espirituais, irmãos de fé e tantas pessoas mais que a infinita sabedoria de Deus colocar em nosso caminho.
Amém.
sábado, 6 de junho de 2009
domingo, 17 de maio de 2009
Assédio Moral e a Herança de Pandora
O que dizer da sobrevivente da caixa de Pandora: a esperança? Tenho dúvidas! E se ficou na caixa, deve tirar um bom cochilo de vez em quando, deitada no sofá da sala assistindo à reprise de Lagoa Azul. Ou saiu com as amigas para o “shopping” a olhar vitrines e, não resistindo os apelos da liquidação, caiu no lugar comum e, consumiu.
Divagações à parte acerca de programas televisivos ou das inúmeras possibilidades num mundo fútil, vaidoso, consumista e individualista em que vivemos, onde por vezes duvidamos de que habitamos entre pares, humanos, consideremos a existência desta por vezes arredia virtude, mas que nos impulsiona a continuarmos vivos e... Acreditando. Sim, crendo na possibilidade de que estes seres dotados de razão, sensibilidade, emoções, paixões, fé, amor entre tantas outras virtudes, ainda conte com a esperança de dias e seres humanos melhores. Como disse Morgan Freeman no filme Um Sonho de Liberdade: “ter esperança pode ser algo perigoso”. Não para o obstinado sonho de liberdade do colega encarcerado e inocente.
Não são raras às vezes em que nos sentimos encarcerados a situações a que a vida no mundo do trabalho nos submete e, por temermos um mal maior, trancafiamos em nossas “caixas” particulares, a Esperança. Tememos qualquer possibilidade de exposição, seja no lugar de vítima assumida do assédio, seja no lugar ainda mais delicado que é o de testemunha. Nos submetemos as vaidades, a abusos de poder e a toda sorte de situações e comportamentos que nos fazem sentir como que se estivéssemos fora de contexto, ou no lugar, na hora, no momento e até na profissão errada. Deixamos que nosso sonho de liberdade seja transformado em pesadelo escravo, num viés de um crime que não cometemos. O delito de sermos exatamente o que somos: pessoas dignas e por isso, incomodamos.
Quando lemos o texto sobre O Assédio Moral Institucional e a Dignidade da Pessoa Humana, logo pensamos na associação metafórica com a caixa de Pandora. Na verdade não na caixa propriamente dita, mas na virtude que nela restou, a Esperança.
Quando pensamos que já vimos e ouvimos de tudo acerca do assédio moral e seus efeitos a nossa saúde física e mental, surge esta forma ainda mais vil de assediar o trabalhador: a modalidade institucional. Não é novidade que as chefias, líderes, encarregados, gerentes e diretores ajam exatamente de acordo com o que a política da empresa espera deles: que defendam os interesses da mesma em detrimento do adoecimento através das formas sutis, outras nem tanto, de assédio moral. A justificativa para o assédio moral no setor privado é a produção. Que por sua vez é gerador de lucro.
Mas, e no setor público, onde a produção é o atendimento com qualidade à população, onde em tese somos ‘servidores’? E se servimos com o diferencial de que não fazemos parte de uma linha de produção, porquanto são vidas e não máquinas, peças ou ferramentas, porque somos tão execrados, desvalorizados e rechaçados pelos governantes?
Entra governo e sai governo e continuamos na expectativa de que um novo ‘salvador da pátria’ há de nos redimir do mal que não cometemos. Digo que escolhemos por sacerdócio, o de servir. Orgulho em Ser Servidor. Ou como intitula este blog: Servidor Sem Dor! Que ao pé da letra é exatamente assim que queremos servir, sem dor. Ao menos é o que pretendemos, na medida em que externamos o que pensamos, estamos nos ‘medicando’, fortalecendo nossas defesas e criando imunidade contra a moléstia ou a peste humana silenciosa que nos assola, o assédio moral. O ‘salvador ou salvadora’ é a nossa auto estima resgatada das garras da depressão e da síndrome do pânico, adquiridas através de cruéis rótulos que nos imputaram e atribuíram.
Emprestando a frase de meu amigo filósofo: “não façamos onda neste lago”. Tarde demais, não só fizemos onda como até nos arriscamos pegar prancha e ‘tirar onda’. Fomos salvos pela cordinha amarrada ao tornozelo, que nos leva de volta a praia real. Sem o Tim Robbins contracenando conosco, mas com sonhos a nos mover, tal como o seu personagem. Teimosos, seguimos renovados com a força da Esperança.
Esperança de que “dias melhores pra sempre”, nos alcance, e que não seja apenas trecho de uma canção. Onde nem o desolador contexto, onde a desvalorização, o desrespeito e o assédio moral em sua versão já conhecida e, agora institucional nos façam recuar ante as investidas de velhos e novos algozes de plantão. Mas a busca incansável pela dignidade seja nossa premissa de vida. Que a esperança nasça e renasça em cada um de nós com o firme propósito de alcançarmos justiça social, com a valorização que tanto almejamos o reconhecimento a que fazemos jus e a inclusão de fato e de direito. Não como algo divino ou sobrenatural, classista ou proselitista, político partidário ou apartidário, mas como algo significativo para seguirmos fazendo o que sabemos fazer de melhor: SERVIR. E SERVIR COM DIGNIDADE!
Definitiva e seguramente, o que nos restou por herança de Pandora é a Esperança.
LEI PARA FAZER VALER O RESPEITO E A DIGNIDADE DO TRABALHADOR:
O parágrafo único do projeto de Lei nº 425/99 “considera assédio moral todo tipo de ação, gesto ou palavra que atinja, pela repetição, a auto-estima e a segurança de um indivíduo, fazendo-o duvidar de si e sua competência, implicando em dano ao ambiente de trabalho, à evolução da carreira profissional ou à estabilidade do vínculo empregatício do funcionário, tais como: marcar tarefas com prazos impossíveis, passar alguém de uma área de responsabilidades para funções triviais, tomar crédito de idéias de outros, ignorar ou excluir um funcionário só se dirigindo a ele através de terceiros, sonegar informações de forma insistente, espalhar rumores maliciosos, criticar com persistência, subestimar esforços”.
Divagações à parte acerca de programas televisivos ou das inúmeras possibilidades num mundo fútil, vaidoso, consumista e individualista em que vivemos, onde por vezes duvidamos de que habitamos entre pares, humanos, consideremos a existência desta por vezes arredia virtude, mas que nos impulsiona a continuarmos vivos e... Acreditando. Sim, crendo na possibilidade de que estes seres dotados de razão, sensibilidade, emoções, paixões, fé, amor entre tantas outras virtudes, ainda conte com a esperança de dias e seres humanos melhores. Como disse Morgan Freeman no filme Um Sonho de Liberdade: “ter esperança pode ser algo perigoso”. Não para o obstinado sonho de liberdade do colega encarcerado e inocente.
Não são raras às vezes em que nos sentimos encarcerados a situações a que a vida no mundo do trabalho nos submete e, por temermos um mal maior, trancafiamos em nossas “caixas” particulares, a Esperança. Tememos qualquer possibilidade de exposição, seja no lugar de vítima assumida do assédio, seja no lugar ainda mais delicado que é o de testemunha. Nos submetemos as vaidades, a abusos de poder e a toda sorte de situações e comportamentos que nos fazem sentir como que se estivéssemos fora de contexto, ou no lugar, na hora, no momento e até na profissão errada. Deixamos que nosso sonho de liberdade seja transformado em pesadelo escravo, num viés de um crime que não cometemos. O delito de sermos exatamente o que somos: pessoas dignas e por isso, incomodamos.
Quando lemos o texto sobre O Assédio Moral Institucional e a Dignidade da Pessoa Humana, logo pensamos na associação metafórica com a caixa de Pandora. Na verdade não na caixa propriamente dita, mas na virtude que nela restou, a Esperança.
Quando pensamos que já vimos e ouvimos de tudo acerca do assédio moral e seus efeitos a nossa saúde física e mental, surge esta forma ainda mais vil de assediar o trabalhador: a modalidade institucional. Não é novidade que as chefias, líderes, encarregados, gerentes e diretores ajam exatamente de acordo com o que a política da empresa espera deles: que defendam os interesses da mesma em detrimento do adoecimento através das formas sutis, outras nem tanto, de assédio moral. A justificativa para o assédio moral no setor privado é a produção. Que por sua vez é gerador de lucro.
Mas, e no setor público, onde a produção é o atendimento com qualidade à população, onde em tese somos ‘servidores’? E se servimos com o diferencial de que não fazemos parte de uma linha de produção, porquanto são vidas e não máquinas, peças ou ferramentas, porque somos tão execrados, desvalorizados e rechaçados pelos governantes?
Entra governo e sai governo e continuamos na expectativa de que um novo ‘salvador da pátria’ há de nos redimir do mal que não cometemos. Digo que escolhemos por sacerdócio, o de servir. Orgulho em Ser Servidor. Ou como intitula este blog: Servidor Sem Dor! Que ao pé da letra é exatamente assim que queremos servir, sem dor. Ao menos é o que pretendemos, na medida em que externamos o que pensamos, estamos nos ‘medicando’, fortalecendo nossas defesas e criando imunidade contra a moléstia ou a peste humana silenciosa que nos assola, o assédio moral. O ‘salvador ou salvadora’ é a nossa auto estima resgatada das garras da depressão e da síndrome do pânico, adquiridas através de cruéis rótulos que nos imputaram e atribuíram.
Emprestando a frase de meu amigo filósofo: “não façamos onda neste lago”. Tarde demais, não só fizemos onda como até nos arriscamos pegar prancha e ‘tirar onda’. Fomos salvos pela cordinha amarrada ao tornozelo, que nos leva de volta a praia real. Sem o Tim Robbins contracenando conosco, mas com sonhos a nos mover, tal como o seu personagem. Teimosos, seguimos renovados com a força da Esperança.
Esperança de que “dias melhores pra sempre”, nos alcance, e que não seja apenas trecho de uma canção. Onde nem o desolador contexto, onde a desvalorização, o desrespeito e o assédio moral em sua versão já conhecida e, agora institucional nos façam recuar ante as investidas de velhos e novos algozes de plantão. Mas a busca incansável pela dignidade seja nossa premissa de vida. Que a esperança nasça e renasça em cada um de nós com o firme propósito de alcançarmos justiça social, com a valorização que tanto almejamos o reconhecimento a que fazemos jus e a inclusão de fato e de direito. Não como algo divino ou sobrenatural, classista ou proselitista, político partidário ou apartidário, mas como algo significativo para seguirmos fazendo o que sabemos fazer de melhor: SERVIR. E SERVIR COM DIGNIDADE!
Definitiva e seguramente, o que nos restou por herança de Pandora é a Esperança.
LEI PARA FAZER VALER O RESPEITO E A DIGNIDADE DO TRABALHADOR:
O parágrafo único do projeto de Lei nº 425/99 “considera assédio moral todo tipo de ação, gesto ou palavra que atinja, pela repetição, a auto-estima e a segurança de um indivíduo, fazendo-o duvidar de si e sua competência, implicando em dano ao ambiente de trabalho, à evolução da carreira profissional ou à estabilidade do vínculo empregatício do funcionário, tais como: marcar tarefas com prazos impossíveis, passar alguém de uma área de responsabilidades para funções triviais, tomar crédito de idéias de outros, ignorar ou excluir um funcionário só se dirigindo a ele através de terceiros, sonegar informações de forma insistente, espalhar rumores maliciosos, criticar com persistência, subestimar esforços”.
O Assédio Moral Institucional e a Dignidade da Pessoa Humana
por: Adriana Carrera Calvo *
Trata-se de artigo que tem por objeto discutir o fenômeno do assédio moral institucional e os seus impactos na dignidade da pessoa humana. Além disso, propõe uma nova visão do instituto do assédio moral e busca propor novas alternativas de proteção à dignidade da pessoa humana do trabalhador por meio de uma nova visão interdisciplinar do Direito do Trabalho com outras ciências, tais como: a Sociologia, a Psicologia Organizacional, etc.
I) INTRODUÇÃO
Pretende-se discutir neste breve artigo o novo fenômeno do assédio moral institucional, muito mais amplo do que o típico assédio moral individual, dentro de uma perspectiva constitucional, ou seja, como forma de proteção da dignidade da pessoa humana do trabalhador.
O tema escolhido para este breve ensaio é interdisciplinar, sendo assim, não podemos deixar de pesquisar outros ramos científicos, tais como: a Psicologia, Medicina e Sociologia do trabalho.
A premissa maior, sobre a qual todo o trabalho humano deve se estruturar, está na efetiva garantia constitucional da dignidade da pessoa humana. Este é o princípio constitucional mais relevante na ordem jurídica brasileira.
O princípio da dignidade da pessoa humana exprime a primazia da pessoa sobre o Estado, aplicando-se ao Direito do Trabalho, significa a primazia do trabalhador frente à empresa. É necessário defender a aplicação deste princípio como valor-fonte fundamental do Direito do Trabalho no combate ao assédio moral institucional.
A pergunta central deste artigo é: “como proteger os direitos fundamentais dos trabalhadores, principalmente a dignidade como pessoa humana, frente ao assédio moral institucional?”
II) O ASSÉDIO MORAL INSTITUCIONAL
O assédio moral é um fenômeno novo no mundo jurídico? Se o assédio moral não é um fenômeno novo no ambiente de trabalho, então por que é recente o debate sobre este tema no Direito do Trabalho?
O stress ocupacional e a “síndrome do Burn out” no ambiente do trabalho são apontados pelos psicólogos como decorrentes do aumento de pressão dentro da empresa ocasionado por um sistema de gestão de pessoas competitivo e cruel.
Há sérios indícios que as novas formas de gestão de pessoas têm ocasionado graves lesões à saúde mental do trabalhador. O assédio moral institucional do ponto de vista psicológico afeta exatamente a auto-estima do trabalhador, com isso atinge sua dignidade como pessoa humana.
Dentro deste contexto interdisciplinar, pretende-se destacar o trabalho da psicóloga Hilda Alevato sobre a “síndrome loco-neurótica”, cuja contribuição é justamente a identificação do grupo de trabalho (instituição) como ente psicológico coletivo e autônomo, portanto, capaz de praticar o assédio moral de forma institucional.
O trabalho humano moderno se encontra ameaçado face aos impactos econômicos, políticos e sociais advindos da introdução das novas tecnologias no ambiente de trabalho.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) defende a garantia do direito do trabalhador ao “trabalho decente ”. Este novo ambiente de trabalho deve respeitar o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana, dentre outros princípios, o respeito à cidadania do trabalhador; a intimidade e privacidade no ambiente de trabalho; a garantia da saúde e segurança dos trabalhadores no ambiente de trabalho; o respeito aos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; a proteção dos direitos fundamentais dos trabalhadores e se houver dano a sua esfera moral com garantia de direito à reparação por danos morais.
A realidade é esta: milhares de pessoas que se afastam dos seus postos de trabalho devido à doenças psicológicas e psicossomáticas advindas de um sistema de gestão empresarial competitivo, desrespeitoso e indigno.
Entende-se que é urgente a criação de mecanismos de proteção à saúde integral do trabalhador (física e psicológica) dentro de um ambiente de trabalho sadio constituído como verdadeira “sociedade de homens” (Encíclica Rerum Novarum) em busca da manutenção para as próximas gerações do valor social do trabalho como fundante de uma democracia igualitária, justa e inclusiva.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, o próximo século será marcado pelo crescimento das doenças psicológicas no ambiente de trabalho. Milhares de trabalhadores serão afastados do seu trabalho devido ao impacto do stress no ambiente de trabalho e da “Síndrome do Burn out” advindos de um mundo do trabalho em crise.
A Justiça do Trabalho viverá cercada de milhares de processos de assédio moral (seja individual, coletivo ou institucional). Os operadores do Direito deverão se adaptar a este novo cenário jurídico, buscando apoio técnico para fundamentar suas decisões de um grupo de profissionais multidisciplinares (psicólogo, assistente social e sociólogo).
A forma mais cruel de assédio moral – o assédio institucional praticado pelas novas formas de organização do trabalho – desmobilizará e eliminará do mercado de trabalho um número imensurável de trabalhadores. O empregado doente psicologicamente pode nunca recuperar-se e ficar descartado para sempre do mercado de trabalho, abalando suas respectivas famílias, enfim criando um prejuízo inestimável para a sociedade brasileira.
O Direito do Trabalho – apoiado no princípio constitucional da dignidade humana – deverá ser o norteador para todos os operadores de Direito no combate ao assédio moral em todas as suas formas, principalmente o assédio institucional.
* Mestre em Direito das Relações Sociais (PUC-SP), Coordenadora Pedagógica Assistente e Professora da Pós-graduação de Direito do Trabalho e Processo do Trabalho da CESUMAR- PR. Professora Convidada de Direito do Trabalho do Curso FGV Direito RJ. Professora de Direito do Trabalho para Concursos Públicos – OAB e Magistratura do Trabalho. Professora de Direito do Trabalho do curso de Graduação da Uninove-SP. Especialista em Direito do Trabalho pela PUC/SP. Especialista em Administração de Recursos Humanos pela FGV. Especialista em Previdência Complementar pela Gvlaw. Especialização em Direito Americano – “Legal Assistantship” pela UCI/ Califórnia. Membro pesquisadora do Instituto de Direito Social Cesarino Jr..
Trata-se de artigo que tem por objeto discutir o fenômeno do assédio moral institucional e os seus impactos na dignidade da pessoa humana. Além disso, propõe uma nova visão do instituto do assédio moral e busca propor novas alternativas de proteção à dignidade da pessoa humana do trabalhador por meio de uma nova visão interdisciplinar do Direito do Trabalho com outras ciências, tais como: a Sociologia, a Psicologia Organizacional, etc.
I) INTRODUÇÃO
Pretende-se discutir neste breve artigo o novo fenômeno do assédio moral institucional, muito mais amplo do que o típico assédio moral individual, dentro de uma perspectiva constitucional, ou seja, como forma de proteção da dignidade da pessoa humana do trabalhador.
O tema escolhido para este breve ensaio é interdisciplinar, sendo assim, não podemos deixar de pesquisar outros ramos científicos, tais como: a Psicologia, Medicina e Sociologia do trabalho.
A premissa maior, sobre a qual todo o trabalho humano deve se estruturar, está na efetiva garantia constitucional da dignidade da pessoa humana. Este é o princípio constitucional mais relevante na ordem jurídica brasileira.
O princípio da dignidade da pessoa humana exprime a primazia da pessoa sobre o Estado, aplicando-se ao Direito do Trabalho, significa a primazia do trabalhador frente à empresa. É necessário defender a aplicação deste princípio como valor-fonte fundamental do Direito do Trabalho no combate ao assédio moral institucional.
A pergunta central deste artigo é: “como proteger os direitos fundamentais dos trabalhadores, principalmente a dignidade como pessoa humana, frente ao assédio moral institucional?”
II) O ASSÉDIO MORAL INSTITUCIONAL
O assédio moral é um fenômeno novo no mundo jurídico? Se o assédio moral não é um fenômeno novo no ambiente de trabalho, então por que é recente o debate sobre este tema no Direito do Trabalho?
O stress ocupacional e a “síndrome do Burn out” no ambiente do trabalho são apontados pelos psicólogos como decorrentes do aumento de pressão dentro da empresa ocasionado por um sistema de gestão de pessoas competitivo e cruel.
Há sérios indícios que as novas formas de gestão de pessoas têm ocasionado graves lesões à saúde mental do trabalhador. O assédio moral institucional do ponto de vista psicológico afeta exatamente a auto-estima do trabalhador, com isso atinge sua dignidade como pessoa humana.
Dentro deste contexto interdisciplinar, pretende-se destacar o trabalho da psicóloga Hilda Alevato sobre a “síndrome loco-neurótica”, cuja contribuição é justamente a identificação do grupo de trabalho (instituição) como ente psicológico coletivo e autônomo, portanto, capaz de praticar o assédio moral de forma institucional.
O trabalho humano moderno se encontra ameaçado face aos impactos econômicos, políticos e sociais advindos da introdução das novas tecnologias no ambiente de trabalho.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) defende a garantia do direito do trabalhador ao “trabalho decente ”. Este novo ambiente de trabalho deve respeitar o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana, dentre outros princípios, o respeito à cidadania do trabalhador; a intimidade e privacidade no ambiente de trabalho; a garantia da saúde e segurança dos trabalhadores no ambiente de trabalho; o respeito aos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; a proteção dos direitos fundamentais dos trabalhadores e se houver dano a sua esfera moral com garantia de direito à reparação por danos morais.
A realidade é esta: milhares de pessoas que se afastam dos seus postos de trabalho devido à doenças psicológicas e psicossomáticas advindas de um sistema de gestão empresarial competitivo, desrespeitoso e indigno.
Entende-se que é urgente a criação de mecanismos de proteção à saúde integral do trabalhador (física e psicológica) dentro de um ambiente de trabalho sadio constituído como verdadeira “sociedade de homens” (Encíclica Rerum Novarum) em busca da manutenção para as próximas gerações do valor social do trabalho como fundante de uma democracia igualitária, justa e inclusiva.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, o próximo século será marcado pelo crescimento das doenças psicológicas no ambiente de trabalho. Milhares de trabalhadores serão afastados do seu trabalho devido ao impacto do stress no ambiente de trabalho e da “Síndrome do Burn out” advindos de um mundo do trabalho em crise.
A Justiça do Trabalho viverá cercada de milhares de processos de assédio moral (seja individual, coletivo ou institucional). Os operadores do Direito deverão se adaptar a este novo cenário jurídico, buscando apoio técnico para fundamentar suas decisões de um grupo de profissionais multidisciplinares (psicólogo, assistente social e sociólogo).
A forma mais cruel de assédio moral – o assédio institucional praticado pelas novas formas de organização do trabalho – desmobilizará e eliminará do mercado de trabalho um número imensurável de trabalhadores. O empregado doente psicologicamente pode nunca recuperar-se e ficar descartado para sempre do mercado de trabalho, abalando suas respectivas famílias, enfim criando um prejuízo inestimável para a sociedade brasileira.
O Direito do Trabalho – apoiado no princípio constitucional da dignidade humana – deverá ser o norteador para todos os operadores de Direito no combate ao assédio moral em todas as suas formas, principalmente o assédio institucional.
* Mestre em Direito das Relações Sociais (PUC-SP), Coordenadora Pedagógica Assistente e Professora da Pós-graduação de Direito do Trabalho e Processo do Trabalho da CESUMAR- PR. Professora Convidada de Direito do Trabalho do Curso FGV Direito RJ. Professora de Direito do Trabalho para Concursos Públicos – OAB e Magistratura do Trabalho. Professora de Direito do Trabalho do curso de Graduação da Uninove-SP. Especialista em Direito do Trabalho pela PUC/SP. Especialista em Administração de Recursos Humanos pela FGV. Especialista em Previdência Complementar pela Gvlaw. Especialização em Direito Americano – “Legal Assistantship” pela UCI/ Califórnia. Membro pesquisadora do Instituto de Direito Social Cesarino Jr..
sábado, 2 de maio de 2009
02 de Maio - Dia Mundial de Combate ao Assédio Moral
Dia Mundial do Trabalho, 1° de Maio. Muito pouco ou quase nada temos a comemorar, com tanto desrespeito, salários injustos, condições de trabalho indignas, desemprego em nome de crises que para trabalhador nunca passa (vem e fica), soma-se ainda o fato de termos que conviver a cada ano com mega-comemorações com shows e sorteios de "qualquer coisa" para nos homenagear e presentear! Homenagear? Comemorar? Presentear? Só se fosse com medalha de honra ao mérito, pois continuamos sobrevivendo até a isso: comemorações.
Do outro lado do mundo, manifestações violentas marcaram o dia do trabalhador com dia de protestos, de luta e de escancarar a ferida aberta de um capitalismo vil e agonizante. “Nem tanto ao céu nem tanta a terra”. Nem mega eventos e nem violência desenfreada para marcar o dia de quem trabalha e merece respeito.
Não tem como não lembrar Rauzito: "pena eu não ser burro, não sofria tanto". Sim, pois no viés dos mega eventos, com zilhões de pessoas aplaudindo ensandecidos seus artistas preferidos, nos palcos montados em praças e avenidas, todos povoados e acotovelados de filhos de trabalhadores, que não tem sequer o de comer que dirá para ver o artista preferido (e este é o argumento dos patrocinadores destes “mimos”), filhos e filhas da geração "bolsa": família, gás, água e luz, cesta básica, papel higiênico, entre outras, que em comemoração ao dia do trabalhador, ainda sonham em serem contemplados com o bilhete premiado do carro, da casa,da cesta de café da manhã ou de um simples quilo de fubá, tão usado em tempos idos nas denominadas práticas políticas de cabresto. Tudo num cenário festivo para melhor manobrar a massa. Mas, seja como for, evoluímos e os tempos são outros. Evoluímos?
É desta ‘evolução’ (do mal!) nessa nossa vida de trabalhador que trataremos. O Assédio Moral. Que também ganhou o seu dia. Poderíamos até recomeçar este texto assim:
02 de Maio, Dia Mundial de Combate ao Assédio Moral. Mas como combater o vento? O evento parece não ter mais como ser contido.
A discreta, sorrateira, dissimulada e sutil violência psicológica a que não só estamos expostos, mas que temos sofrido nos últimos anos, é exatamente como o vento. Passa incólume, sem cor, sem deixar sinais visíveis a olho nu. Suas marcas, de considerável profundidade, farão estragos certeiros em vidas profissionais e pessoais que levarão tempo para serem cicatrizadas (se é que um dia a ferida da alma possa ser fechada).
O parágrafo único do Projeto de Lei nº 425/99 “considera assédio moral todo tipo de ação, gesto ou palavra que atinja, pela repetição, a auto-estima e a segurança de um indivíduo, fazendo-o duvidar de si e sua competência, implicando em dano ao ambiente de trabalho, à evolução da carreira profissional ou à estabilidade do vínculo empregatício do funcionário, tais como: marcar tarefas com prazos impossíveis, passar alguém de uma área de responsabilidades para funções triviais, tomar crédito de idéias de outros, ignorar ou excluir um funcionário só se dirigindo a ele através de terceiros, sonegar informações de forma insistente, espalhar rumores maliciosos, criticar com persistência, subestimar esforços.”
A OIT (Organização Internacional do Trabalho), desde 2002 tem abordado e reconhecido que a violência no trabalho é um mal que assola várias culturas no mundo do trabalho. Agressões psicológicas, coação, perseguição tem provocado inclusive, tentativas de suicídio conforme apontou a pesquisa da Dra. Margarida Barreto, além de levar a outras conseqüências danosas à saúde do trabalhador como a depressão, fobias e síndrome do pânico.
A falta de motivação e auto-estima faz com que o trabalhador, já acometido de sofrimento mental, perca a capacidade de se impor e de lutar contra o “terrorismo institucional” a que está submetido e vinculado. Necessário ressaltar que o comportamento despótico do agressor é sim de conhecimento da instituição que, conivente e comodamente prefere não abrir mão de seu “capataz institucional” em prol de um serviço que poderia até ter uma qualidade melhor fossem os trabalhadores tratados com o devido respeito a que todo o ser humano tem direito.
Geralmente, os sintomas como, depressão, estresse, ansiedade, fobias e síndrome do pânico, são atribuídos a “pitis” e coisas de mulher no caso. Já o homem, o provedor, não admite e vai a forra muitas vezes no consumo desenfreado de álcool, drogas e idéias de vingança, quando não, suicídas.
Enfim, este é o dia de uma verdadeira reflexão das duas partes:
1)do agressor, aqui denominado também de chefia, encarregado, líder, gerente, diretor, colegas de trabalho: trate o seu semelhante da mesma maneira como você gostaria de ser tratado, sem a proteção de um cargo, pois ele é passageiro. E se até ‘uva passa’, estar em posição de comando e de mando também vai passar. Enquanto que as relações saudáveis e cultiváveis com respeito, permanecerão.
2)Do agredido, aqui denominado trabalhador, não se deixe intimidar ao ponto de não ver saída para a situação vexatória e desumana a que você está exposto. Tudo tem começo, meio e fim. Registre. Faça um diário do assédio. Conte para colegas, pessoas fora do local de trabalho, dê visibilidade ao ato violento a que você está ou foi exposto. Testemunhe em favor do seu colega o ato praticado pelo assediador. Ele poderá retribuí-lo testemunhando em seu favor caso você venha a sofrer do mal que nenhum de nós está isento.
E assim, e só assim, conseguiremos dizer: Dia de Combate ao Assédio Moral, e não só em 02 de Maio, mas em todos os dias de nossa árdua jornada. E com assédio moral a jornada fica mais árdua e penosa. Senão será somente mais um dia no calendário. E daqui a pouco com shows e mega eventos com sorteios de almas que sobraram na estante de reserva dos "ainda" não adoecidos.
Do outro lado do mundo, manifestações violentas marcaram o dia do trabalhador com dia de protestos, de luta e de escancarar a ferida aberta de um capitalismo vil e agonizante. “Nem tanto ao céu nem tanta a terra”. Nem mega eventos e nem violência desenfreada para marcar o dia de quem trabalha e merece respeito.
Não tem como não lembrar Rauzito: "pena eu não ser burro, não sofria tanto". Sim, pois no viés dos mega eventos, com zilhões de pessoas aplaudindo ensandecidos seus artistas preferidos, nos palcos montados em praças e avenidas, todos povoados e acotovelados de filhos de trabalhadores, que não tem sequer o de comer que dirá para ver o artista preferido (e este é o argumento dos patrocinadores destes “mimos”), filhos e filhas da geração "bolsa": família, gás, água e luz, cesta básica, papel higiênico, entre outras, que em comemoração ao dia do trabalhador, ainda sonham em serem contemplados com o bilhete premiado do carro, da casa,da cesta de café da manhã ou de um simples quilo de fubá, tão usado em tempos idos nas denominadas práticas políticas de cabresto. Tudo num cenário festivo para melhor manobrar a massa. Mas, seja como for, evoluímos e os tempos são outros. Evoluímos?
É desta ‘evolução’ (do mal!) nessa nossa vida de trabalhador que trataremos. O Assédio Moral. Que também ganhou o seu dia. Poderíamos até recomeçar este texto assim:
02 de Maio, Dia Mundial de Combate ao Assédio Moral. Mas como combater o vento? O evento parece não ter mais como ser contido.
A discreta, sorrateira, dissimulada e sutil violência psicológica a que não só estamos expostos, mas que temos sofrido nos últimos anos, é exatamente como o vento. Passa incólume, sem cor, sem deixar sinais visíveis a olho nu. Suas marcas, de considerável profundidade, farão estragos certeiros em vidas profissionais e pessoais que levarão tempo para serem cicatrizadas (se é que um dia a ferida da alma possa ser fechada).
O parágrafo único do Projeto de Lei nº 425/99 “considera assédio moral todo tipo de ação, gesto ou palavra que atinja, pela repetição, a auto-estima e a segurança de um indivíduo, fazendo-o duvidar de si e sua competência, implicando em dano ao ambiente de trabalho, à evolução da carreira profissional ou à estabilidade do vínculo empregatício do funcionário, tais como: marcar tarefas com prazos impossíveis, passar alguém de uma área de responsabilidades para funções triviais, tomar crédito de idéias de outros, ignorar ou excluir um funcionário só se dirigindo a ele através de terceiros, sonegar informações de forma insistente, espalhar rumores maliciosos, criticar com persistência, subestimar esforços.”
A OIT (Organização Internacional do Trabalho), desde 2002 tem abordado e reconhecido que a violência no trabalho é um mal que assola várias culturas no mundo do trabalho. Agressões psicológicas, coação, perseguição tem provocado inclusive, tentativas de suicídio conforme apontou a pesquisa da Dra. Margarida Barreto, além de levar a outras conseqüências danosas à saúde do trabalhador como a depressão, fobias e síndrome do pânico.
A falta de motivação e auto-estima faz com que o trabalhador, já acometido de sofrimento mental, perca a capacidade de se impor e de lutar contra o “terrorismo institucional” a que está submetido e vinculado. Necessário ressaltar que o comportamento despótico do agressor é sim de conhecimento da instituição que, conivente e comodamente prefere não abrir mão de seu “capataz institucional” em prol de um serviço que poderia até ter uma qualidade melhor fossem os trabalhadores tratados com o devido respeito a que todo o ser humano tem direito.
Geralmente, os sintomas como, depressão, estresse, ansiedade, fobias e síndrome do pânico, são atribuídos a “pitis” e coisas de mulher no caso. Já o homem, o provedor, não admite e vai a forra muitas vezes no consumo desenfreado de álcool, drogas e idéias de vingança, quando não, suicídas.
Enfim, este é o dia de uma verdadeira reflexão das duas partes:
1)do agressor, aqui denominado também de chefia, encarregado, líder, gerente, diretor, colegas de trabalho: trate o seu semelhante da mesma maneira como você gostaria de ser tratado, sem a proteção de um cargo, pois ele é passageiro. E se até ‘uva passa’, estar em posição de comando e de mando também vai passar. Enquanto que as relações saudáveis e cultiváveis com respeito, permanecerão.
2)Do agredido, aqui denominado trabalhador, não se deixe intimidar ao ponto de não ver saída para a situação vexatória e desumana a que você está exposto. Tudo tem começo, meio e fim. Registre. Faça um diário do assédio. Conte para colegas, pessoas fora do local de trabalho, dê visibilidade ao ato violento a que você está ou foi exposto. Testemunhe em favor do seu colega o ato praticado pelo assediador. Ele poderá retribuí-lo testemunhando em seu favor caso você venha a sofrer do mal que nenhum de nós está isento.
E assim, e só assim, conseguiremos dizer: Dia de Combate ao Assédio Moral, e não só em 02 de Maio, mas em todos os dias de nossa árdua jornada. E com assédio moral a jornada fica mais árdua e penosa. Senão será somente mais um dia no calendário. E daqui a pouco com shows e mega eventos com sorteios de almas que sobraram na estante de reserva dos "ainda" não adoecidos.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Assédio e Danos Morais
Assédio moral e danos morais são coisas diferentes?
Sofri assédio moral que gerou um dano moral. Logo, o assédio causou o dano e o dano por sua vez foi em conquência do assédio. Simples assim ou não?!
Quando criança, tinha uma propaganda de biscoitos que passava na televisão que dizia: "vende mais porque é fresquinho, é fresquinho porque vende mais". Vivemos cada vez mais a mercê da criatividade linguistica para justificar o injustificável.
Exemplo disso, são terminologias usadas para o agressor, marido, companheiro ou até namorado, quando este agride a esposa, a companheira ou a namorada, dizendo-se ter tido este um ato de 'desinteligência'. De fato, é desinteligência o ato da agressão de um ser humano para com outro, não só em se tratando de casal, homem, mulher ou outros. Mas não vamos tratar desta questão pois não é aqui que está o nó.
Nosso nó está sim na relação assediador e assediado; o dano em consequência do assédio sofrido e a responsabilização frente a duas coisas: o assédio moral, que aqui entendemos como doença ocupacional que gerou um sofrimento mental, que por sua vez gerou uma incapacidade para o trabalho, que por vez gerou um estresse ocupacional, e que por fim gerou uma readaptação no trabalho. E o dano moral, que aqui entendemos como uma incapacidade na vida pessoal também fruto do sofrimento mental adquirido pelo assédio, gerador de dependência de quem estava até então no lugar de comando da família sendo provedor, orientador, educador e cuidador do grupo, denominado filhos.
Logo, dicotomizar o assédio do dano, é a meu ver 'chover no molhado'. Sim pois, como justificar ou passar um verniz, ou mesmo maqueando uma situação que está clara tanto clinicamente como judicialmente falando?
Temos que ficar atentos a toda e qualquer palavra e termo novo com relação ao assédio moral e o dano moral causado em função deste, senão corremos o sério risco de sermos responsabilizados pelo assediador por ter ele nos assediado! Aí, ele, o assediador passa a ser vítima e nós, assediados, culpados.
A nossa prevenção e por que não dizer proteção, está na importante tarefa de não sermos simplesmente colegas de trabalho, mas amigos, companheiros, camaradas, irmãos, com verdadeiro espírito solidário e de compaixão, sentindo e externado a dor do outro como se fosse nossa, através da denúncia e do testemunho do ato agressivo ou desinteligente sofrido pelo parceiro de trabalho. Aí sim, estaremos coibindo o assédio moral e por conseguinte o dano moral.
Assédio ou dano? Não adianta dourar a pílula ou colorir o que não tem cor. O dano foi fruto do assédio e o assédio causou o dano. Ponto final.
Sofri assédio moral que gerou um dano moral. Logo, o assédio causou o dano e o dano por sua vez foi em conquência do assédio. Simples assim ou não?!
Quando criança, tinha uma propaganda de biscoitos que passava na televisão que dizia: "vende mais porque é fresquinho, é fresquinho porque vende mais". Vivemos cada vez mais a mercê da criatividade linguistica para justificar o injustificável.
Exemplo disso, são terminologias usadas para o agressor, marido, companheiro ou até namorado, quando este agride a esposa, a companheira ou a namorada, dizendo-se ter tido este um ato de 'desinteligência'. De fato, é desinteligência o ato da agressão de um ser humano para com outro, não só em se tratando de casal, homem, mulher ou outros. Mas não vamos tratar desta questão pois não é aqui que está o nó.
Nosso nó está sim na relação assediador e assediado; o dano em consequência do assédio sofrido e a responsabilização frente a duas coisas: o assédio moral, que aqui entendemos como doença ocupacional que gerou um sofrimento mental, que por sua vez gerou uma incapacidade para o trabalho, que por vez gerou um estresse ocupacional, e que por fim gerou uma readaptação no trabalho. E o dano moral, que aqui entendemos como uma incapacidade na vida pessoal também fruto do sofrimento mental adquirido pelo assédio, gerador de dependência de quem estava até então no lugar de comando da família sendo provedor, orientador, educador e cuidador do grupo, denominado filhos.
Logo, dicotomizar o assédio do dano, é a meu ver 'chover no molhado'. Sim pois, como justificar ou passar um verniz, ou mesmo maqueando uma situação que está clara tanto clinicamente como judicialmente falando?
Temos que ficar atentos a toda e qualquer palavra e termo novo com relação ao assédio moral e o dano moral causado em função deste, senão corremos o sério risco de sermos responsabilizados pelo assediador por ter ele nos assediado! Aí, ele, o assediador passa a ser vítima e nós, assediados, culpados.
A nossa prevenção e por que não dizer proteção, está na importante tarefa de não sermos simplesmente colegas de trabalho, mas amigos, companheiros, camaradas, irmãos, com verdadeiro espírito solidário e de compaixão, sentindo e externado a dor do outro como se fosse nossa, através da denúncia e do testemunho do ato agressivo ou desinteligente sofrido pelo parceiro de trabalho. Aí sim, estaremos coibindo o assédio moral e por conseguinte o dano moral.
Assédio ou dano? Não adianta dourar a pílula ou colorir o que não tem cor. O dano foi fruto do assédio e o assédio causou o dano. Ponto final.
domingo, 19 de abril de 2009
Saúde, Prevenção e Trabalho.
O texto anterior faz parte da data a ser lembrada em 28 de abril que diz respeito ao "Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidentes de Trabalho" e
ao Dia Mundial de Saúde e Segurança do Trabalho".
a próxima data é o Dia do Trabalho, comemorado em 1° de Maio, que neste ano de crise econômica, com tantas demissões, temos pouco a comemorar.
Grizante/09.
ao Dia Mundial de Saúde e Segurança do Trabalho".
a próxima data é o Dia do Trabalho, comemorado em 1° de Maio, que neste ano de crise econômica, com tantas demissões, temos pouco a comemorar.
Grizante/09.
Saúde, Prevenção e Trabalho.
“Saúde é igual à bem estar”.
“Prevenir é melhor que remediar”.
“O trabalho engrandece o homem”.
As frases muito conhecidas, que são de domínio público, reforçam em sua essência, saberes e comportamentos aprendidos acerca de situações onde a saúde, a prevenção e o trabalho caminham em sintonia e, em plena harmonia com a evolução e satisfação do próprio homem. Obviamente respeitando e fazendo valer todas as necessidades implícitas nas relações de “mais valia”.
Seria trágico senão fosse cômico. Ou cômico senão fosse trágico?
No meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei deste acontecimento
Na vida de minhas retinas tão fatigadas
Nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra. (Carlos Drummond de Andrade)
No meio do caminho do trabalhador, digno, que ganha o pão de cada dia com suor:
tem a pedra da ganância; do descaso; da violência; da dor física e moral.
A prevenção? Ah! Essa sonhadora que insiste em chegar antes do luto, da dor, da mutilação do corpo e da alma! Quase uma ficção. Povoa sonhos de gente que não sonha sozinho. Sonha junto, em grupos de iguais. Sonhos em ver trabalhadores e pares, não em películas preto e branco lembrando “Tempos Modernos” que virou passado, mas com cores e sons da evolução, onde o mote deveria ser a igualdade e a justiça social.
Quem nos protegerá de nós mesmos de irmos além de limites em favor do outro?
Quero a utopia, quero tudo e mais.
Quero a felicidade nos olhos de um pai.
Quero a alegria, muita gente feliz.
Quero que a justiça reine em meu país. (Milton Nascimento)
A saúde? Vai bem obrigado! Bem para os consultórios médicos e especialistas vários. Ou os convênios de medicina de grupo. Ou o exercício ora nada amistoso de peritos. Também são trabalhadores! Saúde doente. Inspira cuidados. E todo cuidado é pouco. Enfim, ainda que choremos em memória dos que vitimados partiram; dos que estão, sobrevivendo e carentes de proteção, todos parte deste grupo de risco na ótica do capitalismo selvagem e atroz, lembremos: Feliz Dia do Trabalho! Comemorar?
Um homem se humilha se castram seus sonhos,
Seu sonho é sua vida e a vida é o trabalho,
E sem o seu trabalho, um homem não tem honra,
E sem a sua honra se morre e se mata!
Não dá pra ser feliz... (Gonzaguinha)
Um outro mundo é possível!
Apregoa o Fórum Social Mundial.
Tomamos a frase emprestada, e ousamos dizer:
Um outro mundo do trabalho é possível!
Nós temos o olhar! Nós temos que implicar com o olhar!
Nós temos que fomentar mudanças através deste nosso diferenciado olhar!
Façamos, pois a nossa parte e internalizemos a frase:
Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada! (Nelson Mandela)
No silêncio, o luto. Na indignação, a luta.
(Maria Grizante/09)
“Prevenir é melhor que remediar”.
“O trabalho engrandece o homem”.
As frases muito conhecidas, que são de domínio público, reforçam em sua essência, saberes e comportamentos aprendidos acerca de situações onde a saúde, a prevenção e o trabalho caminham em sintonia e, em plena harmonia com a evolução e satisfação do próprio homem. Obviamente respeitando e fazendo valer todas as necessidades implícitas nas relações de “mais valia”.
Seria trágico senão fosse cômico. Ou cômico senão fosse trágico?
No meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei deste acontecimento
Na vida de minhas retinas tão fatigadas
Nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra. (Carlos Drummond de Andrade)
No meio do caminho do trabalhador, digno, que ganha o pão de cada dia com suor:
tem a pedra da ganância; do descaso; da violência; da dor física e moral.
A prevenção? Ah! Essa sonhadora que insiste em chegar antes do luto, da dor, da mutilação do corpo e da alma! Quase uma ficção. Povoa sonhos de gente que não sonha sozinho. Sonha junto, em grupos de iguais. Sonhos em ver trabalhadores e pares, não em películas preto e branco lembrando “Tempos Modernos” que virou passado, mas com cores e sons da evolução, onde o mote deveria ser a igualdade e a justiça social.
Quem nos protegerá de nós mesmos de irmos além de limites em favor do outro?
Quero a utopia, quero tudo e mais.
Quero a felicidade nos olhos de um pai.
Quero a alegria, muita gente feliz.
Quero que a justiça reine em meu país. (Milton Nascimento)
A saúde? Vai bem obrigado! Bem para os consultórios médicos e especialistas vários. Ou os convênios de medicina de grupo. Ou o exercício ora nada amistoso de peritos. Também são trabalhadores! Saúde doente. Inspira cuidados. E todo cuidado é pouco. Enfim, ainda que choremos em memória dos que vitimados partiram; dos que estão, sobrevivendo e carentes de proteção, todos parte deste grupo de risco na ótica do capitalismo selvagem e atroz, lembremos: Feliz Dia do Trabalho! Comemorar?
Um homem se humilha se castram seus sonhos,
Seu sonho é sua vida e a vida é o trabalho,
E sem o seu trabalho, um homem não tem honra,
E sem a sua honra se morre e se mata!
Não dá pra ser feliz... (Gonzaguinha)
Um outro mundo é possível!
Apregoa o Fórum Social Mundial.
Tomamos a frase emprestada, e ousamos dizer:
Um outro mundo do trabalho é possível!
Nós temos o olhar! Nós temos que implicar com o olhar!
Nós temos que fomentar mudanças através deste nosso diferenciado olhar!
Façamos, pois a nossa parte e internalizemos a frase:
Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada! (Nelson Mandela)
No silêncio, o luto. Na indignação, a luta.
(Maria Grizante/09)
Cipa - Assédio Moral e Estabilidade
Trabalhador usa lata de lixo como banco para descansar no interior de SP
O Ministério Público do Trabalho confirmou no interior de São Paulo um caso de assédio moral, envolvendo humilhações impostas a um trabalhador. As imagens chocam: o ferramenteiro José Nascimento Souza está sentado sobre um latão de lixo. "Me tiraram o banco, não me dão uniforme, não me dão nada", diz.
O funcionário trabalha em uma fábrica de materiais elétricos. Ele conta que os constrangimentos começaram há oito meses, quando um dos chefes se desligou da empresa. Ele passava até nove horas em pé, e para o descanso improvisou uma lata de lixo. "Ficar o dia inteiro sentado em cima de uma lata e seus companheiros passando e vendo aquela humilhação é complicado", lamenta.
Nascimento acredita que o novo responsável pela firma não confia nele e passou a humilhá-lo. "Meu chefe queria que eu pedisse demissão e abrisse mão dos meus direitos".
Como Nascimento integra a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) tem direito a estabilidade no emprego por dois anos. Ele vai ficar afastado do trabalho, com direito a salário e todos os benefícios, até a conclusão de seu processo contra a empresa.
A versão da empresa, porém, é outra. "Existe assento, mas se ele prefere sentar dessa forma é questão dele", afirma Moacir Macedo, advogado da empresa.
06/04/09 www.viaseg.com.br
O texto, chocante inclusive e não menos reflexivo, foi-me enviado por um colega cipeiro e especialista em segurança do trabalho. Valeu!!
O Ministério Público do Trabalho confirmou no interior de São Paulo um caso de assédio moral, envolvendo humilhações impostas a um trabalhador. As imagens chocam: o ferramenteiro José Nascimento Souza está sentado sobre um latão de lixo. "Me tiraram o banco, não me dão uniforme, não me dão nada", diz.
O funcionário trabalha em uma fábrica de materiais elétricos. Ele conta que os constrangimentos começaram há oito meses, quando um dos chefes se desligou da empresa. Ele passava até nove horas em pé, e para o descanso improvisou uma lata de lixo. "Ficar o dia inteiro sentado em cima de uma lata e seus companheiros passando e vendo aquela humilhação é complicado", lamenta.
Nascimento acredita que o novo responsável pela firma não confia nele e passou a humilhá-lo. "Meu chefe queria que eu pedisse demissão e abrisse mão dos meus direitos".
Como Nascimento integra a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) tem direito a estabilidade no emprego por dois anos. Ele vai ficar afastado do trabalho, com direito a salário e todos os benefícios, até a conclusão de seu processo contra a empresa.
A versão da empresa, porém, é outra. "Existe assento, mas se ele prefere sentar dessa forma é questão dele", afirma Moacir Macedo, advogado da empresa.
06/04/09 www.viaseg.com.br
O texto, chocante inclusive e não menos reflexivo, foi-me enviado por um colega cipeiro e especialista em segurança do trabalho. Valeu!!
quarta-feira, 8 de abril de 2009
O Cavalo, o Porco e o Assédio Moral
Um fazendeiro colecionava cavalos e só faltava uma determinada raça. Um dia ele descobriu que o seu vizinho tinha a tal raça. Assim, ele perturbou seu vizinho até conseguir comprá-lo.
Um mês depois o cavalo adoeceu, e ele chamou o veterinário: - Bem, seu cavalo está com uma virose, precisa tomar este medicamento durante 3 dias, no terceiro dia eu retornarei e caso ele não esteja melhor, será necessário sacrificá-lo. Neste momento, o porco escutava toda a conversa.
No dia seguinte deram o medicamento e foram embora.
O porco se aproximou do cavalo e disse: - Força amigo! Levanta daí, senão você será sacrificado!
No segundo dia, deram o medicamento e foram embora.
O porco se aproximou do cavalo e novamente o estimulava: - Vamos lá amigão, levanta senão você vai morrer ! - Vamos lá, eu te ajudo a levantar. Upa!
No terceiro dia deram o medicamento e o veterinário sentenciou: - Infelizmente, vamos ter que sacrificá-lo amanhã, pois a virose pode contaminar os outros cavalos.
Quando foram embora, o porco se aproximou determinado: - Cara, é agora ou nunca, levanta logo! Coragem! Upa! Upa! Isso, devagar! Ótimo! Vamos um, dois, três, legal! Agora mais depressa vai! Fantástico! Corre mais! E mais! Upa! Upa!Você venceu Campeão!
Então, de repente o dono chegou, viu o cavalo correndo no campo e gritou: - Milagre! O cavalo melhorou. Isso merece uma festa! Vamos matar o porco!
Isso acontece com freqüência no ambiente de trabalho. Nem sempre alguém percebe quem é o funcionário que tem o mérito pelo sucesso. Saber viver sem ser reconhecido é uma arte, afinal quantas vezes fazemos o papel do porco amigo ou quantos já nos levantaram e nem o sabor da gratidão puderam dispor?
Se um dia alguém lhe disser que seu trabalho não é o de um profissional, lembre-se:
AMADORES CONSTRUÍRAM A ARCA DE NOÉ. PROFISSIONAIS O TITANIC.
Este texto poderia terminar aí não fosse o compromisso deste blog em não querer ver morrer o porco, nem ver sacrificado o cavalo. Até por entendermos que, como trabalhadores, ora estamos no lugar do cavalo e ora no lugar do porco. O fazendeiro, tal como o gestor, sempre no lugar de fazendeiro e de gestor. Sacrifica o cavalo, mata o porco, demite o funcionário tratador de ambos e festeja os lucros em sua ilha particular com um suíno ardendo e sendo degustado, sem crise alguma, muito menos de consciência!
Quando iniciamos este blog com a simples missão de informar as questões referentes ao assédio moral praticado sem escrúpulos no setor público, devidamente camuflado e disfarçado de uma falsa ideologia de inclusão, com um viés extremamente demagógico num esforço em ser políticamente correto, nossa intenção era mais de desabafo e, através deste, nos reencontrarmos como seres produtivos, capazes e com perspectiva, e levar outros colegas trabalhadores a esta mesma reflexão e busca da identidade perdida, digo, roubada pelo assediador atroz.
Ao lermos o texto anterior sobre o aumento dos casos de assédio moral com a crise econômica no setor privado, impossível não traçarmos também um paralelo acerca do assédio moral praticado no setor público. Embora velado, silencioso e indiscutivelmente destruidor, o assédio moral cometido na gestão anterior, a poucos meses do atual governo, da sinais de que está bem vivo e presente na vida do servidor. Perguntamos: será que o trabalhador continuará sendo tratado como cavalo, em vias de ir para o sacrifício da transferência compulsória, da exclusão ante a valorização (de novo!) de forasteiros, do descaso com o desvio de função, do abandono e tratamento desumano das "frentes de trabalho", da pífia dose de vacina para desencargo de consciência em forma de um 'aumentozinho' de salário ou seguirá com a churrasqueira armada em praças, parques e demais vias públicas, numa clara e odiosa política de "pão, circo e porco assado"?
O assédio moral por sua vez vai muito bem obrigado, com personagens ilustres da atual administração e (pasmen!) da antiga também, que trocaram de partido para terem cargos garantidos e seguirem na saga de assediadores de carreira. Salvo raríssimos casos isolados de retiradas de poder das mãos de déspotas, outros tantos seguem humilhando e perpetuando a política de desvalorização e acuando o servidor público municipal.
Chefias, líderes, encarregados, gerentes e diretores que praticam o assédio moral indiscriminadamente, denunciados informalmente, uma vez que formalmente ainda persiste o medo, ascenderão em suas carreiras, com a implantação do PCCS?
Diz a lenda que: "onde há fumaça a fogo", logo quem tem ou teve qualquer posição de mando, deveria sim ser investigado, a bem da integridade física e mental do trabalhador e, mediante um levantamento prévio, assim como curso de formação para aprender a lidar com o volátil poder, ser-lhe-ía dado ou não este poder.
Lembrando um amigo filósofo, cuja frase "limpamos o terreno para o cachorro defecar", nós servidores estamos cansados de limparmos o terreno para que outros usufruam do benefício e venham depositar altivamente seus dejetos. E o que é pior, rosnando e olhando feio para nós, que tivemos o trabalho de limpar e preparar o lugar para o forasteiro c......
Em tempo, informamos aos leitores, que a assediadora do CRST por nós denunciada, perdeu sua encarregatura (hehehehe!) e sua outra portaria como coordenadora de programa (não basta ser chefe uma vez tem que ser logo duas vezes). Está trabalhando e atendendo como assistente social mesma unidade. Caso você necessite de orientações quanto ao encaminhamento de CAT (Comunicado de Acidente de Trabalho) ao INSS ou qualquer outra informação sobre a saúde do trabalhador, ela está lá para informá-lo.
Ainda que sejamos amadores e tenhamos medo de sermos sacrificados com uma dose de vacina letal e sucumbirmos vitimados pela virose da imoralidade, do coronelismo, da síndrome do abuso de poder; ainda que sejamos assados com maçã na boca em praça pública, escarnecidos e aviltados em nossos direitos trabalhistas e sociais, seguiremos construíndo não uma arca rudimentar e tosca, que muito embora pela obediência e fé de um homem tenha salvo a vida de muitos, nem uma mega embarcação sujeita a afundar por conta de ufanismos e vaidades, seguiremos como profissionais em processo de aprendizagem na tarefa de preservarmos nossa honra e dignidade.
Nem cavalo. Nem porco. Nem arca. Nem Titanic. Somos Trabalhadores!
Um mês depois o cavalo adoeceu, e ele chamou o veterinário: - Bem, seu cavalo está com uma virose, precisa tomar este medicamento durante 3 dias, no terceiro dia eu retornarei e caso ele não esteja melhor, será necessário sacrificá-lo. Neste momento, o porco escutava toda a conversa.
No dia seguinte deram o medicamento e foram embora.
O porco se aproximou do cavalo e disse: - Força amigo! Levanta daí, senão você será sacrificado!
No segundo dia, deram o medicamento e foram embora.
O porco se aproximou do cavalo e novamente o estimulava: - Vamos lá amigão, levanta senão você vai morrer ! - Vamos lá, eu te ajudo a levantar. Upa!
No terceiro dia deram o medicamento e o veterinário sentenciou: - Infelizmente, vamos ter que sacrificá-lo amanhã, pois a virose pode contaminar os outros cavalos.
Quando foram embora, o porco se aproximou determinado: - Cara, é agora ou nunca, levanta logo! Coragem! Upa! Upa! Isso, devagar! Ótimo! Vamos um, dois, três, legal! Agora mais depressa vai! Fantástico! Corre mais! E mais! Upa! Upa!Você venceu Campeão!
Então, de repente o dono chegou, viu o cavalo correndo no campo e gritou: - Milagre! O cavalo melhorou. Isso merece uma festa! Vamos matar o porco!
Isso acontece com freqüência no ambiente de trabalho. Nem sempre alguém percebe quem é o funcionário que tem o mérito pelo sucesso. Saber viver sem ser reconhecido é uma arte, afinal quantas vezes fazemos o papel do porco amigo ou quantos já nos levantaram e nem o sabor da gratidão puderam dispor?
Se um dia alguém lhe disser que seu trabalho não é o de um profissional, lembre-se:
AMADORES CONSTRUÍRAM A ARCA DE NOÉ. PROFISSIONAIS O TITANIC.
Procure ser uma pessoa de valor, em vez de ser uma pessoa de sucesso!
Este texto poderia terminar aí não fosse o compromisso deste blog em não querer ver morrer o porco, nem ver sacrificado o cavalo. Até por entendermos que, como trabalhadores, ora estamos no lugar do cavalo e ora no lugar do porco. O fazendeiro, tal como o gestor, sempre no lugar de fazendeiro e de gestor. Sacrifica o cavalo, mata o porco, demite o funcionário tratador de ambos e festeja os lucros em sua ilha particular com um suíno ardendo e sendo degustado, sem crise alguma, muito menos de consciência!
Quando iniciamos este blog com a simples missão de informar as questões referentes ao assédio moral praticado sem escrúpulos no setor público, devidamente camuflado e disfarçado de uma falsa ideologia de inclusão, com um viés extremamente demagógico num esforço em ser políticamente correto, nossa intenção era mais de desabafo e, através deste, nos reencontrarmos como seres produtivos, capazes e com perspectiva, e levar outros colegas trabalhadores a esta mesma reflexão e busca da identidade perdida, digo, roubada pelo assediador atroz.
Ao lermos o texto anterior sobre o aumento dos casos de assédio moral com a crise econômica no setor privado, impossível não traçarmos também um paralelo acerca do assédio moral praticado no setor público. Embora velado, silencioso e indiscutivelmente destruidor, o assédio moral cometido na gestão anterior, a poucos meses do atual governo, da sinais de que está bem vivo e presente na vida do servidor. Perguntamos: será que o trabalhador continuará sendo tratado como cavalo, em vias de ir para o sacrifício da transferência compulsória, da exclusão ante a valorização (de novo!) de forasteiros, do descaso com o desvio de função, do abandono e tratamento desumano das "frentes de trabalho", da pífia dose de vacina para desencargo de consciência em forma de um 'aumentozinho' de salário ou seguirá com a churrasqueira armada em praças, parques e demais vias públicas, numa clara e odiosa política de "pão, circo e porco assado"?
O assédio moral por sua vez vai muito bem obrigado, com personagens ilustres da atual administração e (pasmen!) da antiga também, que trocaram de partido para terem cargos garantidos e seguirem na saga de assediadores de carreira. Salvo raríssimos casos isolados de retiradas de poder das mãos de déspotas, outros tantos seguem humilhando e perpetuando a política de desvalorização e acuando o servidor público municipal.
Chefias, líderes, encarregados, gerentes e diretores que praticam o assédio moral indiscriminadamente, denunciados informalmente, uma vez que formalmente ainda persiste o medo, ascenderão em suas carreiras, com a implantação do PCCS?
Diz a lenda que: "onde há fumaça a fogo", logo quem tem ou teve qualquer posição de mando, deveria sim ser investigado, a bem da integridade física e mental do trabalhador e, mediante um levantamento prévio, assim como curso de formação para aprender a lidar com o volátil poder, ser-lhe-ía dado ou não este poder.
Lembrando um amigo filósofo, cuja frase "limpamos o terreno para o cachorro defecar", nós servidores estamos cansados de limparmos o terreno para que outros usufruam do benefício e venham depositar altivamente seus dejetos. E o que é pior, rosnando e olhando feio para nós, que tivemos o trabalho de limpar e preparar o lugar para o forasteiro c......
Em tempo, informamos aos leitores, que a assediadora do CRST por nós denunciada, perdeu sua encarregatura (hehehehe!) e sua outra portaria como coordenadora de programa (não basta ser chefe uma vez tem que ser logo duas vezes). Está trabalhando e atendendo como assistente social mesma unidade. Caso você necessite de orientações quanto ao encaminhamento de CAT (Comunicado de Acidente de Trabalho) ao INSS ou qualquer outra informação sobre a saúde do trabalhador, ela está lá para informá-lo.
Ainda que sejamos amadores e tenhamos medo de sermos sacrificados com uma dose de vacina letal e sucumbirmos vitimados pela virose da imoralidade, do coronelismo, da síndrome do abuso de poder; ainda que sejamos assados com maçã na boca em praça pública, escarnecidos e aviltados em nossos direitos trabalhistas e sociais, seguiremos construíndo não uma arca rudimentar e tosca, que muito embora pela obediência e fé de um homem tenha salvo a vida de muitos, nem uma mega embarcação sujeita a afundar por conta de ufanismos e vaidades, seguiremos como profissionais em processo de aprendizagem na tarefa de preservarmos nossa honra e dignidade.
Nem cavalo. Nem porco. Nem arca. Nem Titanic. Somos Trabalhadores!
segunda-feira, 23 de março de 2009
casos de assédio moral crescem com a crise
23/03/2009 - 08h30
(Cláudia Rolli e Fátima Fernandes da Folha de S.Paulo)
A.S., ex-diretor de Recursos Humanos de uma indústria de motocicletas, diz que não apoiou a demissão de centenas de funcionários que poderiam ser lesados em seus direitos. Perdeu poder na empresa, foi ameaçado veladamente e acabou demitido no mês passado.
O executivo decidiu cobrar na Justiça do Trabalho o assédio moral que acredita ter sofrido após as medidas que a companhia adotou para enfrentar os efeitos da crise mundial.
Vendedora de uma empresa de cosméticos, M.S. diz que foi isolada por colegas que temiam a competição no trabalho. Passou a receber e-mails com vírus para atrasar e desqualificar seu desempenho. Teve de trabalhar de madrugada para colocar o serviço em dia até ser afastada por doença física e psíquica e também acionou a Justiça por assédio moral.
Advogados relatam que a pressão para melhorar os resultados diante dos efeitos da crise mundial se dissemina e coloca cada vez mais trabalhadores -como o ex-diretor de RH e a vendedora- em situações de possível assédio moral.
Em 12 escritórios de advogados consultados pela Folha na última semana, aumentou desde outubro o número de ações trabalhistas ou de consultas para abrir processos e pedir indenizações por assédio moral.
A Associação dos Advogados Trabalhistas do Estado de São Paulo (AATSP) estima que os mil profissionais associados ingressaram na Justiça com ao menos uma ação de assédio moral cada um desde que a crise se agravou no final de 2008.
Procuradores do Ministério Público do Trabalho em seis Estados (Rio, Pernambuco, Piauí, Ceará, Santa Catarina e São Paulo) e no Distrito Federal investigam 145 denúncias recebidas neste ano sobre assédio nos setores aéreo, bancário, metalúrgico e de comércio.
É considerado assédio moral um conjunto de condutas abusivas, frequentes e intencionais que atingem a dignidade da pessoa e que resultam em humilhação e sofrimento. "O assédio moral, também chamado de "terror psicológico" no trabalho, é hoje um dos requisitos para aumentar a produtividade nas empresas, que precisam ser mais competitivas contra a crise", diz Luiz Salvador, presidente da Abrat (associação brasileira dos advogados do setor).
Com o acirramento da competição, o assédio moral tende a crescer intra e entre os grupos nas empresas de diferentes setores -principalmente em segmentos onde a tensão é maior- como mercado financeiro e empresas que tiveram o patrimônio reduzido na crise.
"Existe uma crise real e uma imaginária, que torna os funcionários mais inseguros e angustiados. Com essa tensão coletiva, o clima é de maior disputa. Quem está fora do mercado quer entrar, e quem está dentro não quer sair. Os gestores são mais pressionados, pressionam os empregados da produção, e as situações de assédio vão se alastrando", diz o pesquisador Roberto Heloani, professor da FGV e da Unicamp.
O número de consultas ao site (www.assediomoral.org.br) cresceu cerca de 20% desde que a crise se agravou, em outubro, afirma Heloani, coordenador do site. Em alguns escritórios paulistas, a demanda por essas informações subiu em 30% nos últimos dois meses.
O assédio, que se espalha do alto escalão à produção, atinge trabalhadores de todas as rendas. Um alto executivo americano que veio ao Brasil comandar grupo de assuntos estratégicos de um banco por quase R$ 60 mil mensais já recorreu à Justiça por assédio. Com a crise, sua função foi extinta. Ele foi deixado em casa até o banco romper seu contrato, antes do prazo previsto e sem pagar a devida indenização.
Cobrar metas faz parte do dia a dia de qualquer empresa. O problema, dizem os especialistas, é a forma dessa cobrança. Se houver humilhação e ameaça, está caracterizado o assédio. "A imposição de metas para alcançar maior produtividade não implica qualquer violação aos direitos do empregado. Ao contrário, já que podem servir como motivação para alcançar bônus ou prêmio. Mas as metas não podem ser absurdas nem abusivas", diz Otavio Brito Lopes, procurador-geral do Trabalho.
Não há legislação federal específica para o assédio moral no Brasil. Por isso, parte dos advogados crê que, em épocas de crise, o assédio pode ser "usado" pelos trabalhadores para pleitearem indenizações.
"Há pedidos absurdos relativos a assédio moral e com valores desproporcionais. Essa situação é fruto da angústia e desespero dos trabalhadores quando são demitidos. Com isso, demandas verdadeiras de assédio moral ficam sujeitas à ideia de também serem despropositadas", diz o advogado Guilherme Miguel Gantus.
(Cláudia Rolli e Fátima Fernandes da Folha de S.Paulo)
A.S., ex-diretor de Recursos Humanos de uma indústria de motocicletas, diz que não apoiou a demissão de centenas de funcionários que poderiam ser lesados em seus direitos. Perdeu poder na empresa, foi ameaçado veladamente e acabou demitido no mês passado.
O executivo decidiu cobrar na Justiça do Trabalho o assédio moral que acredita ter sofrido após as medidas que a companhia adotou para enfrentar os efeitos da crise mundial.
Vendedora de uma empresa de cosméticos, M.S. diz que foi isolada por colegas que temiam a competição no trabalho. Passou a receber e-mails com vírus para atrasar e desqualificar seu desempenho. Teve de trabalhar de madrugada para colocar o serviço em dia até ser afastada por doença física e psíquica e também acionou a Justiça por assédio moral.
Advogados relatam que a pressão para melhorar os resultados diante dos efeitos da crise mundial se dissemina e coloca cada vez mais trabalhadores -como o ex-diretor de RH e a vendedora- em situações de possível assédio moral.
Em 12 escritórios de advogados consultados pela Folha na última semana, aumentou desde outubro o número de ações trabalhistas ou de consultas para abrir processos e pedir indenizações por assédio moral.
A Associação dos Advogados Trabalhistas do Estado de São Paulo (AATSP) estima que os mil profissionais associados ingressaram na Justiça com ao menos uma ação de assédio moral cada um desde que a crise se agravou no final de 2008.
Procuradores do Ministério Público do Trabalho em seis Estados (Rio, Pernambuco, Piauí, Ceará, Santa Catarina e São Paulo) e no Distrito Federal investigam 145 denúncias recebidas neste ano sobre assédio nos setores aéreo, bancário, metalúrgico e de comércio.
É considerado assédio moral um conjunto de condutas abusivas, frequentes e intencionais que atingem a dignidade da pessoa e que resultam em humilhação e sofrimento. "O assédio moral, também chamado de "terror psicológico" no trabalho, é hoje um dos requisitos para aumentar a produtividade nas empresas, que precisam ser mais competitivas contra a crise", diz Luiz Salvador, presidente da Abrat (associação brasileira dos advogados do setor).
Com o acirramento da competição, o assédio moral tende a crescer intra e entre os grupos nas empresas de diferentes setores -principalmente em segmentos onde a tensão é maior- como mercado financeiro e empresas que tiveram o patrimônio reduzido na crise.
"Existe uma crise real e uma imaginária, que torna os funcionários mais inseguros e angustiados. Com essa tensão coletiva, o clima é de maior disputa. Quem está fora do mercado quer entrar, e quem está dentro não quer sair. Os gestores são mais pressionados, pressionam os empregados da produção, e as situações de assédio vão se alastrando", diz o pesquisador Roberto Heloani, professor da FGV e da Unicamp.
O número de consultas ao site (www.assediomoral.org.br) cresceu cerca de 20% desde que a crise se agravou, em outubro, afirma Heloani, coordenador do site. Em alguns escritórios paulistas, a demanda por essas informações subiu em 30% nos últimos dois meses.
O assédio, que se espalha do alto escalão à produção, atinge trabalhadores de todas as rendas. Um alto executivo americano que veio ao Brasil comandar grupo de assuntos estratégicos de um banco por quase R$ 60 mil mensais já recorreu à Justiça por assédio. Com a crise, sua função foi extinta. Ele foi deixado em casa até o banco romper seu contrato, antes do prazo previsto e sem pagar a devida indenização.
Cobrar metas faz parte do dia a dia de qualquer empresa. O problema, dizem os especialistas, é a forma dessa cobrança. Se houver humilhação e ameaça, está caracterizado o assédio. "A imposição de metas para alcançar maior produtividade não implica qualquer violação aos direitos do empregado. Ao contrário, já que podem servir como motivação para alcançar bônus ou prêmio. Mas as metas não podem ser absurdas nem abusivas", diz Otavio Brito Lopes, procurador-geral do Trabalho.
Não há legislação federal específica para o assédio moral no Brasil. Por isso, parte dos advogados crê que, em épocas de crise, o assédio pode ser "usado" pelos trabalhadores para pleitearem indenizações.
"Há pedidos absurdos relativos a assédio moral e com valores desproporcionais. Essa situação é fruto da angústia e desespero dos trabalhadores quando são demitidos. Com isso, demandas verdadeiras de assédio moral ficam sujeitas à ideia de também serem despropositadas", diz o advogado Guilherme Miguel Gantus.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
A Cobra, o Vagalume e o Assédio Moral
Era uma vez uma cobra que começou a perseguir um vaga lume que só vivia para brilhar. Ele fugia rápido com medo da feroz predadora. Esta, porém, nem pensava em desistir. Fugiu um dia, ela não desistiu. Dois dias e nada!No terceiro dia, já sem forças, o vaga lume parou e disse:- Vou te dar três motivos para você não me comer, e você me dê apenas um motivo que justifique porque quer me comer.- Sim! Respondeu a cobra. - 1º) Não pertenço a sua cadeia alimentar. - 2º) Não te fiz nenhum mal. - 3º) Sou de difícil digestão. - Agora me dê um só motivo, porque você quer me comer. - Porque não suporto ver você brilhar.
É SEMPRE ASSIM: VOCÊ COMEÇA A BRILHAR E OS INVEJOSOS QUEREM APAGAR O SEU BRILHO. MAS NÃO CONSEGUIRÃO. O BRILHO DA TUA VIDA É O REFLEXO DA LUZ DE DEUS.
Mateus, 5:16 diz: Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.
DEUS É CONTIGO! VAI VAGA-LUME CONTINUE O SEU VÔO E NÃO PÁRA!
Recebemos este texto de uma amiga, que vive de pintar poesia em quadros belíssimos, cuidar de sua família e cultivar amizades.
Ela não tem chefes, encarregados, líderes, gerentes ou algo que o valha. Pessoa sábia!
Ao ler o drama vivido pelo protagonista da estória, não tem como não pensarmos nas ‘cobras’ que perseguem até à morte, colegas de trabalho que também são mães e pais de família, e toda sorte de trabalhadores aterrorizados pelo simples fato de refletirem brilho, na luta pelo pão de cada dia.
Incomoda os que desconhecem a luz, conviverem com pessoas que mesmo com dificuldades, tem um bom humor que sobrevive ante aos rompantes e investidas do algoz, ora denominadas “chefias”.
Tudo a ver com assédio moral. Ainda que a cena de perseguição (cobra e vagalume) lembre carros de fórmula um, a corrida no mundo do trabalho (chefia e trabalhador) é silenciosa, sutil, com falsos risos e elogios tendenciosos.
Longe de sermos tóxicos como a luz do vagalume, que sejamos sim, irmãos verdadeiramente e, sem medo e em grupo, ofusquemos a ‘cobra’ do nosso dia-a-dia. Não para cegá-la, mas para que esta enxergue como Paulo (o perseguidor de cristãos), que o verdadeiro sentido da vida é que todos nós Brilhemos!
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Reflexões Com Nelson Mandela
REFLEXÕES COM NELSON MANDELA
Elimine o medo da sua vida lendo com atenção o texto que segue - de Nelson Mandela - colocando em prática os ensinamentos que ele nos transmite:
'Nosso medo mais profundo não é o de sermos inadequados.Nosso medo mais profundo é o de sermos poderosos além dos limites.É a nossa luz, não a nossa escuridão que mais nos amedronta.Nós nos perguntamos, 'quem somos nós para sermosbrilhantes, belos, talentosos, fabulosos'?Na verdade, quem é você para não ser?Você é um filho de Deus.O seu jogo de ser pequeno não serve ao mundo.Não há nada iluminado com relação a se encolher,para que as outras pessoas não se sintam inseguras ao seu redor.Nós todos fomos feitos para brilhar, como crianças brilham.Nós nascemos para manifestar a gloria de Deus que está dentro de nós.Ela não está só em alguns de nós, está em todos nós.E enquanto nós deixamos nossa própria luz brilhar,nós inconscientemente damos a outras pessoas permissão para fazer o mesmo.Quando nos livramos do nosso medo,nossa presença automaticamente libera outros'.
'Ninguém cometeu maior erro do que aquele que não fez nada só porque podia fazer muito pouco' .
'Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada'. (EB). 'Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim'. 'Enquanto os cães ladram, a caravana passa'.
'É importante ter fé, acreditando naquilo que você não vê: a recompensa por essa fé será
VER AQUILO EM QUE VOCÊ ACREDITA'. 'Deus nos fez perfeitos e não escolhe os capacitados, capacita os escolhidos. Fazer ou não fazer algo só depende de nossa vontade e perseverança' . 'Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte'
Elimine o medo da sua vida lendo com atenção o texto que segue - de Nelson Mandela - colocando em prática os ensinamentos que ele nos transmite:
'Nosso medo mais profundo não é o de sermos inadequados.Nosso medo mais profundo é o de sermos poderosos além dos limites.É a nossa luz, não a nossa escuridão que mais nos amedronta.Nós nos perguntamos, 'quem somos nós para sermosbrilhantes, belos, talentosos, fabulosos'?Na verdade, quem é você para não ser?Você é um filho de Deus.O seu jogo de ser pequeno não serve ao mundo.Não há nada iluminado com relação a se encolher,para que as outras pessoas não se sintam inseguras ao seu redor.Nós todos fomos feitos para brilhar, como crianças brilham.Nós nascemos para manifestar a gloria de Deus que está dentro de nós.Ela não está só em alguns de nós, está em todos nós.E enquanto nós deixamos nossa própria luz brilhar,nós inconscientemente damos a outras pessoas permissão para fazer o mesmo.Quando nos livramos do nosso medo,nossa presença automaticamente libera outros'.
'Ninguém cometeu maior erro do que aquele que não fez nada só porque podia fazer muito pouco' .
'Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada'. (EB). 'Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim'. 'Enquanto os cães ladram, a caravana passa'.
'É importante ter fé, acreditando naquilo que você não vê: a recompensa por essa fé será
VER AQUILO EM QUE VOCÊ ACREDITA'. 'Deus nos fez perfeitos e não escolhe os capacitados, capacita os escolhidos. Fazer ou não fazer algo só depende de nossa vontade e perseverança' . 'Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte'
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
"Burnout": a síndrome do desânimo no trabalho
Tatiana Pronin
Editora do UOL Ciência e Saúde
Todo mundo tem seu dia ruim de trabalho. Já quando o estado de insatisfação e fadiga é crônico e as tarefas que antes pareciam simples viram um fardo, é possível que o diagnóstico seja a síndrome do esgotamento profissional, ou "burnout".
Estima-se que 30% dos trabalhadores brasileiros sejam portadores da síndrome, que foi tema central do 8º Congresso da Isma-Br (International Stress Management Association), realizado esta semana em Porto Alegre (RS).
O termo "burnout" deriva da expressão em inglês que significa queimar-se. Ou seja, quem sofre do problema é consumido pelo esgotamento. Batizada pelo psicanalista americano Herbert Freudenberger, no início dos anos 70, a síndrome tem como sintomas a exaustão física e mental, a falta de perspectivas (que muitas vezes se traduz como cinismo) e a ineficiência no trabalho.
"A pessoa não falta, porque não quer perder o emprego, mas fica mentalmente ausente", descreve a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da Isma-Br. É o que os especialistas chamam de "presenteísmo", fenômeno que causa mais prejuízos para a empresa do que o absenteísmo.
Pessoas que trabalham com a proteção de pessoas ou bens, como policiais, bombeiros e seguranças particulares, são as principais vítimas de esgotamento profissional, segundo a associação. Em segundo lugar, aparecem os motoristas de ônibus urbanos, pelo caráter repetitivo do trabalho, a pressão do tempo e o trânsito. Em terceiro, bancários e controladores de vôo, seguidos por executivos, profissionais de saúde e funcionários de call centers, nessa ordem. Por último, há uma categoria ampla: gente que é obrigada a trabalhar fora de sua área de atuação.
Homens e mulheres
O estresse e o "burnout" não escolhem sexo, embora as mulheres sejam mais propensas a procurar ajuda antes, como explica Rossi. Segundo um estudo realizado com 900 profissionais (metade de cada sexo) e apresentado no congresso, as fontes de esgotamento físico e mental no trabalho são as mesmas para eles e elas, só ocupam posições diferentes.
Entre os homens, a incerteza em relação ao futuro é o aspecto mais difícil de se lidar. Já para as mulheres, é a sobrecarga de trabalho a principal causa de estresse, já que, muitas vezes, elas acumulam ainda as tarefas de mãe e donas-de-casa. A dificuldade em lidar com outras pessoas já tem um impacto menor para as mulheres, enquanto que, para os homens, é o segundo principal fator de desgaste. A falta de controle sobre a carga de trabalho é o único item que tem o mesmo peso para ambos os sexos.
Saídas
Para vencer o "burnout", a saída é buscar ajuda de um terapeuta e encontrar novas estratégias para lidar o excesso de demandas, já que nem sempre é possível trocar de emprego.
Para outro palestrante do congresso, o professor de saúde pública Brian Oldenburg, da Universidade Monash, em Melbourne, na Austrália, as empresas podem e devem participar do processo. Segundo ele, 60% das pessoas que sofrem de ansiedade ou depressão continuam trabalhando, por medo de perder o emprego. "Se o problema fosse detectado a tempo, todos sairiam ganhando", diz.
Para ele, a prevenção do estresse e do "burnout" envolve uma mudança profunda nos ambientes de trabalho, com iniciativas que vão muito além dos programas antiestresse. "Não adianta abrir uma academia ou uma 'sala de descompressão' na empresa, se não houver abordagem individual e adaptada à cultura de cada organização", defende.
O "burnout" pode se manifestar de formas variadas, mas alguns dos sintomas abaixo, em conjunto, podem ser indício da síndrome:
- desinteresse e apatia crônicos;
- sintomas gerais de estresse, como fadiga física e mental, dores de cabeça, problemas gástricos e mal-estar;
- perda do rendimento no trabalho;
- irritabilidade;
- falta de concentração;
- baixa auto-estima;
- despersonalização;
- falta de perspectivas em relação ao futuro;
- sensação de que a gratificação no trabalho não condiz com os esforços realizados;
- abuso de álcool, drogas, tabaco ou cafeína;
- cinismo e impaciência com os outros.
Estima-se que 30% dos trabalhadores brasileiros sejam portadores da síndrome, que foi tema central do 8º Congresso da Isma-Br (International Stress Management Association), realizado esta semana em Porto Alegre (RS).
Exaustão física e mental, apatia e falta de perspectivas no trabalho podem ser sintomas da síndrome do "burnout" |
"A pessoa não falta, porque não quer perder o emprego, mas fica mentalmente ausente", descreve a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da Isma-Br. É o que os especialistas chamam de "presenteísmo", fenômeno que causa mais prejuízos para a empresa do que o absenteísmo.
Pessoas que trabalham com a proteção de pessoas ou bens, como policiais, bombeiros e seguranças particulares, são as principais vítimas de esgotamento profissional, segundo a associação. Em segundo lugar, aparecem os motoristas de ônibus urbanos, pelo caráter repetitivo do trabalho, a pressão do tempo e o trânsito. Em terceiro, bancários e controladores de vôo, seguidos por executivos, profissionais de saúde e funcionários de call centers, nessa ordem. Por último, há uma categoria ampla: gente que é obrigada a trabalhar fora de sua área de atuação.
| O QUE ESTRESSA HOMENS E MULHERES (FONTE: ISMA-BR) | ||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
|
O estresse e o "burnout" não escolhem sexo, embora as mulheres sejam mais propensas a procurar ajuda antes, como explica Rossi. Segundo um estudo realizado com 900 profissionais (metade de cada sexo) e apresentado no congresso, as fontes de esgotamento físico e mental no trabalho são as mesmas para eles e elas, só ocupam posições diferentes.
Entre os homens, a incerteza em relação ao futuro é o aspecto mais difícil de se lidar. Já para as mulheres, é a sobrecarga de trabalho a principal causa de estresse, já que, muitas vezes, elas acumulam ainda as tarefas de mãe e donas-de-casa. A dificuldade em lidar com outras pessoas já tem um impacto menor para as mulheres, enquanto que, para os homens, é o segundo principal fator de desgaste. A falta de controle sobre a carga de trabalho é o único item que tem o mesmo peso para ambos os sexos.
Saídas
Para vencer o "burnout", a saída é buscar ajuda de um terapeuta e encontrar novas estratégias para lidar o excesso de demandas, já que nem sempre é possível trocar de emprego.
Para outro palestrante do congresso, o professor de saúde pública Brian Oldenburg, da Universidade Monash, em Melbourne, na Austrália, as empresas podem e devem participar do processo. Segundo ele, 60% das pessoas que sofrem de ansiedade ou depressão continuam trabalhando, por medo de perder o emprego. "Se o problema fosse detectado a tempo, todos sairiam ganhando", diz.
Para ele, a prevenção do estresse e do "burnout" envolve uma mudança profunda nos ambientes de trabalho, com iniciativas que vão muito além dos programas antiestresse. "Não adianta abrir uma academia ou uma 'sala de descompressão' na empresa, se não houver abordagem individual e adaptada à cultura de cada organização", defende.
O "burnout" pode se manifestar de formas variadas, mas alguns dos sintomas abaixo, em conjunto, podem ser indício da síndrome:
- desinteresse e apatia crônicos;
- sintomas gerais de estresse, como fadiga física e mental, dores de cabeça, problemas gástricos e mal-estar;
- perda do rendimento no trabalho;
- irritabilidade;
- falta de concentração;
- baixa auto-estima;
- despersonalização;
- falta de perspectivas em relação ao futuro;
- sensação de que a gratificação no trabalho não condiz com os esforços realizados;
- abuso de álcool, drogas, tabaco ou cafeína;
- cinismo e impaciência com os outros.
POEMA DE PAZ
POEMA DE PAZ
O dia mais belo? Hoje.
A coisa mais fácil? Equivocar-se.
O obstáculo maior? Medo.
O erro maior? Abandonar-se.
A raiz de todos os males? O egoísmo.
A distração mais bela? O trabalho.
A pior derrota? O desalento.
Os melhores professores? As crianças.
A primeira necessidade? Comunicar-se.
O que mais faz feliz? Ser útil aos demais.
O mistério maior? A morte.
O pior defeito? O mau humor.
A coisa mais perigosa? A mentira.
O sentimento pior? O rancor.
O presente mais belo? O perdão.
O mais imprescindível? O lar.
A estrada mais rápida? O caminho correto.
A sensação mais grata? A paz interior.
O resguardo mais eficaz? O sorriso.
O melhor remédio? O otimismo.
A maior satisfação? O dever cumprido.
A força mais potente do mundo? A fé.
As pessoas mais necessárias? Os pais.
A coisa mais bela de todas? O amor.
Madre Tereza de Calcutá.
O dia mais belo? Hoje.
A coisa mais fácil? Equivocar-se.
O obstáculo maior? Medo.
O erro maior? Abandonar-se.
A raiz de todos os males? O egoísmo.
A distração mais bela? O trabalho.
A pior derrota? O desalento.
Os melhores professores? As crianças.
A primeira necessidade? Comunicar-se.
O que mais faz feliz? Ser útil aos demais.
O mistério maior? A morte.
O pior defeito? O mau humor.
A coisa mais perigosa? A mentira.
O sentimento pior? O rancor.
O presente mais belo? O perdão.
O mais imprescindível? O lar.
A estrada mais rápida? O caminho correto.
A sensação mais grata? A paz interior.
O resguardo mais eficaz? O sorriso.
O melhor remédio? O otimismo.
A maior satisfação? O dever cumprido.
A força mais potente do mundo? A fé.
As pessoas mais necessárias? Os pais.
A coisa mais bela de todas? O amor.
Madre Tereza de Calcutá.
Poesias
NO MEIO DO CAMINHO
No meio do caminho tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
Tinha uma pedra
No meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento.
Na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
Tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedra.
Carlos Drummond de Andrade
POESIA SEMPRE
Poesia que sempre será poesia.
Fadada a viver sem fala, aguarda.
O momento de nossos sonhos alados
Utopias cansadas de andarem e percorrerem estradas de ninguém,
Voam e voam em formato de aves migratórias
Sem rumo, estes tão nossos e entranhados sonhos.
Para alguns... vis
Outros nem ao menos quis revelar
Uma poesia inata, secreta, noturna... Soturna.
Palavras tão mudas e sem libras
Palavras tão calmas e insones
Palavras tão adestradas
Deitam e rolam. Fingidas de razão.
Poesia sempre poesia
Há de alegrar o teu dia
Maria Grizante
No meio do caminho tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
Tinha uma pedra
No meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento.
Na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
Tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedra.
Carlos Drummond de Andrade
POESIA SEMPRE
Poesia que sempre será poesia.
Fadada a viver sem fala, aguarda.
O momento de nossos sonhos alados
Utopias cansadas de andarem e percorrerem estradas de ninguém,
Voam e voam em formato de aves migratórias
Sem rumo, estes tão nossos e entranhados sonhos.
Para alguns... vis
Outros nem ao menos quis revelar
Uma poesia inata, secreta, noturna... Soturna.
Palavras tão mudas e sem libras
Palavras tão calmas e insones
Palavras tão adestradas
Deitam e rolam. Fingidas de razão.
Poesia sempre poesia
Há de alegrar o teu dia
Maria Grizante
REFLEXÃO
REVOLUÇÃO DA ALMA
Ninguém é dono da sua felicidade, por isso não entregue sua alegria, sua paz, sua vida nas mãos de ninguém, absolutamente ninguém. Somos livres, não pertencemos a ninguém e não podemos querer ser donos dos desejos, da vontade ou dos sonhos de quem quer que seja.
A razão da sua vida é você mesmo. A tua paz interior é a tua meta de vida. Quando sentires um vazio na alma, quando acreditares que ainda está faltando algo, mesmo tendo tudo, remete teu pensamento para os teus desejos mais íntimos e busque a divindade que existe em você. Pare de colocar sua felicidade cada dia mais distante de você.
Não coloque objetivo longe demais de suas mãos, abrace os que estão ao seu alcance hoje. Se andares desesperado por problemas financeiros, amorosos ou de relacionamentos familiares, busca em teu interior a resposta para acalmar-te, você é reflexo do que pensas diariamente. Pare de pensar mal de você mesmo (a), e seja seu melhor amigo (a) sempre.
Sorrir significa aprovar, aceitar, felicitar. Então abra um sorriso para aprovar o mundo que te quer oferecer o melhor.
Ainda assim, “alguém Com um sorriso no rosto as pessoas terão as melhores impressões de você, e você estará afirmando para você mesmo, que está” pronto “para ser feliz”.
Trabalhe, trabalhe muito a seu favor.
Pare de esperar a felicidade sem esforços.
Pare de exigir das pessoas aquilo que nem você conquistou ainda.
Critique menos, trabalhe mais.
E, não se esqueça nunca de agradecer.
Agradeça tudo que está em sua vida nesse momento, inclusive a dor.
Nossa compreensão do universo, ainda é muito pequena para julgar o que quer que seja na nossa vida.
“A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las”.
Aristóteles, filósofo grego.
Vale a pena servir por amor!
O salário, necessário também, vem em forma de
sorrisos inesperados e abraço de uma vida inteira esperando por braços.
Continuando, dia 27 de julho logo após escrever o primeiro texto(Servir Sem
Salário), visitei um leprosário. Isto mesmo, um local onde as pessoas com
"lepra" ou Hanseníase, vivem numa comunidade isolada - Pirapitingui- no
município de Itú, interior de São Paulo.
Convidada outras vezes, resisti. Resisti ao amor.
Resisti ao serviço. Resisti ao chamado. Resisti por resistir, pois tinha uma
imagem (como a que quase todos tem), de pessoas com partes de seus corpos
caindo em pedaços. Parecendo filme de Stephen King. Porém vi pessoas sim,
com seus sonhos mutilados, suas vidas indo embora lenta e vagarosamente em
anos e anos de reclusão.
Maldito pré-conceito. Trincheira que insiste em ficar cada vez maior nos
separando de iguais que não tiveram escolha. Pessoas que, como nós, com
necessidades mínimas de um sinmples abraço; ou "jogar conversa fora";
admirar o jardim e o pé de jabuticaba carregado e bem cuidado. Ser e estar
presente, ainda que um dia apenas, na vida daqueles que foram condenados a
segregação, ao isolamento e a restrição de carinho, afeto e... amor.
Os moradores também tem outras necesssidades como alimentos, roupas,
calçados, produtos de higiene entre outros.
Abraços,
Grizante.
sorrisos inesperados e abraço de uma vida inteira esperando por braços.
Continuando, dia 27 de julho logo após escrever o primeiro texto(Servir Sem
Salário), visitei um leprosário. Isto mesmo, um local onde as pessoas com
"lepra" ou Hanseníase, vivem numa comunidade isolada - Pirapitingui- no
município de Itú, interior de São Paulo.
Convidada outras vezes, resisti. Resisti ao amor.
Resisti ao serviço. Resisti ao chamado. Resisti por resistir, pois tinha uma
imagem (como a que quase todos tem), de pessoas com partes de seus corpos
caindo em pedaços. Parecendo filme de Stephen King. Porém vi pessoas sim,
com seus sonhos mutilados, suas vidas indo embora lenta e vagarosamente em
anos e anos de reclusão.
Maldito pré-conceito. Trincheira que insiste em ficar cada vez maior nos
separando de iguais que não tiveram escolha. Pessoas que, como nós, com
necessidades mínimas de um sinmples abraço; ou "jogar conversa fora";
admirar o jardim e o pé de jabuticaba carregado e bem cuidado. Ser e estar
presente, ainda que um dia apenas, na vida daqueles que foram condenados a
segregação, ao isolamento e a restrição de carinho, afeto e... amor.
Os moradores também tem outras necesssidades como alimentos, roupas,
calçados, produtos de higiene entre outros.
Abraços,
Grizante.
Assinar:
Postagens (Atom)