MULHER, NÃO FIQUE MUDA DIANTE DO ASSÉDIO!
VAMOS GRITAR JUNTAS?!
VAMOS GRITAR JUNTAS?!
por: Maria Grizante.
Recentemente lemos num jornal de grande circulação, que um alto executivo da empresa LG, situada em Taubaté, interior de São Paulo, não satisfeito em assediar moralmente uma funcionária, agrediu-a. De origem coreana, o executivo, que inclusive tem por hábito bradar xingamentos em sua língua nativa a todos os funcionários, está sendo devidamente processado pelo mal causado àquela funcionária: com depressão, afastada do trabalho e aguardando sentença contra o agressor..
Dizer que isto se trata de um caso típico de abuso de poder é “chover no molhado”!
Pensando na nossa realidade como servidoras, quanto dilúvio tem caído por aqui em termos de assédio moral, sexual e absoluto despreparo nas relações de poder!
Quanta falta de respeito com quem levanta de manhã sem ter a menor vontade de chegar ao trabalho devido às situações humilhantes e degradantes para defender o ‘pão de cada dia’!
Quantas piadinhas sem graça terá que ouvir e fingindo não entender, esquivar-se do assediador buscando proteção junto a uma colega, também assediada. Por vezes até ridicularizada, se não estiver dentro dos padrões de beleza das BBBs, ou de musas do carnaval.
Quantas de nós não somos agredidas diariamente com olhares de insulto e constrangimento?
Quantas de nós não somos violentadas emocionalmente durante nossa árdua jornada de trabalho?
Quantas de nós não temos o grito preso na garganta por passarmos por cólica menstrual, dor de parto, pós- parto, amamentação, câncer, retirada de mama, só para citar algumas de nossas dores, sem alardear a descabida fragilidade?
Até quando sufocaremos o grito, mantendo o assediador protegido?
Até quando ficaremos em silêncio permitindo ao assediador fazer mais vítimas?
Mulher Servidora: o seu grito é o nosso grito. DENUNCIE!