Saúde Mental no Trabalho: Vamos Falar de Assédio Moral?
Evento realizado nesta última sexta feira (21/10/2011), 9h00 no Auditório da Câmara Municipal.
Muito obrigado a todos que participaram e aprenderam um pouco mais.
Muito obrigado a Mestre e Doutora Margarida Barreto, pesquisadora de renome que veio nos trazer informações acerca do que vem acontecendo nas relações de trabalho no Brasil e pelo mundo afora. A disseminação da prática que vem adoecendo trabalhador, interrompendo sonhos e, o que é assustador, causando além de inúmeros males á saúde, até mortes por suicídio no trabalho.
Obrigado por nos orientar através do conhecimento adquirido e compartilhado, de práticas absurdamente abusivas e praticados sem o menor pudor pelos detentores do poder, seja ele público, privado, ONGs, sindicatos, igrejas e toda e qualquer instituição onde haja superior e subordinado. Nestas relações, são dispensáveis os abusos de poder e a violência do assédio sexual, moral, desinteligente e que provoca tanto dano e destruição à vida de um ser humano.
Obrigado por nos orientar através do conhecimento adquirido e compartilhado, de práticas absurdamente abusivas e praticados sem o menor pudor pelos detentores do poder, seja ele público, privado, ONGs, sindicatos, igrejas e toda e qualquer instituição onde haja superior e subordinado. Nestas relações, são dispensáveis os abusos de poder e a violência do assédio sexual, moral, desinteligente e que provoca tanto dano e destruição à vida de um ser humano.
Obrigado pelo apoio de entidades sérias e comprometidas com o outro como o Viva Melhor! IPES - Instituto Paulista de Educação e Saúde. Movimento pela Paz e Justiça Social, que colaboraram desde na organização e e finalização do evento.
Pela ex-vereadora, a advogada Heleni de Paiva.
Parabéns e obrigado a todos pela sensibilidade.
A Palavra chave É respeito!
Núcleo de Apoio as Vítimas de Assédio Moral
O dia 02 de Maio, logo após o Dia do Trabalho, é lembrado como o Dia de Combate ao Assédio Moral. A data, porém passa despercebida inclusive por alguns sindicatos, pois é “saia justa” falar de assédio moral quando as próprias entidades que deveriam defender o trabalhador cometem abusos com os seus trabalhadores, com diretores e com os que ele, em tese, deveria representar, pois tratam com descaso e certa falta de interesse em sequer ouvi-los em suas queixas e dores. Sindicato também adoece!
Quem já sofreu, sabe! Quem está sofrendo tem a partir de agora, a nossa solidariedade e total apoio. Mas, o mais triste, é que ninguém está isento de vir a sofrer de assédio moral em algum momento nas relações de trabalho. Para coibir é necessário dar visibilidade. Em outras palavras: Denunciar. Denunciar. Denunciar.
Mas o que é mesmo Assédio Moral?
É o constrangimento do trabalhador por chefias imediatas, encarregados, gerentes, diretores, enfim, toda sorte de superiores e até colegas de trabalho, repetida e constantemente, com o principal objetivo de ferir a dignidade, a saúde física, mental e até social, uma vez que prejudica as relações fora do campo do trabalho (família, escola, faculdade, entre outros), com prejuízos não só na vida profissional como além dela. É a exposição frequente do funcionário a situações humilhantes e vexatórias durante sua jornada de trabalho.
Exemplos de Assédio Moral:
Ø Fazer ameaças constantes de transferências e, no caso dos colegas servidores no regime CLT, até demissões.
Ø Ofender de forma contundente não só o profissional, mas a pessoa na sua totalidade e essência.
Ø Exigir uma sobrecarga de trabalho e/ou dificultar sua execução.
Ø Restringir e isolar o funcionário no convívio com os demais colegas, impedindo-o desde conversar, cumprimentar até fazer refeições coletivas para evitar contato.
Ø Envergonhar o funcionário com rompantes de desmoralização pública (o assediador tem necessidade de ser notado).
Ø Desvalorizar o trabalho realizado ridicularizando o trabalhador frente aos demais colegas.
Ø Cobrar tarefas muito diferentes das atividades originais, desconsiderando dificuldade superior ou inferior ao conhecimento/função do funcionário com intuito de humilhar e hostilizar o trabalhador.
Ø Semear a discórdia entre os próprios colegas fazendo com que estes tenham atitudes de desprezo e desrespeito para com o colega assediado.
Ø Atemorizar os que estão em estágio probatório com avaliações com o único intuito de prejudicar o trabalhador comprometendo seu potencial e até sua carreira profissional.
Ø Espalhar boatos sobre a saúde física e mental do funcionário, além de sua conduta moral para que este fique cada vez mais acuado, isolado e desacreditado.
Ø Sugerir que peça demissão ou, em sendo o caso, até entrar com pedido de aposentadoria proporcional.
Consequências do Assédio Moral:
Ø Dignidade ferida, por conseguinte identidade, relações afetivas e sociais comprometidas.
Ø Crises de choro nas mulheres, aumento ou perda de peso, hipertensão arterial, depressão seguida ou não de síndrome do pânico, perdas frequentes de voz.
Ø Incapacidade para o trabalho que pode levar ao desemprego, além do consumo abusivo de álcool e drogas, seguidos de sentimentos de vingança e por fim chegar até ao suicídio.
Ø Sentimento de vergonha, revolta, mágoa, culpa indignação, raiva, apatia e, vingança.
Como Combater o Assédio Moral:
Ø Dar visibilidade compartilhando com demais colegas as situações de assédio sofrido.
Ø Participar os familiares sobre suas angústias e dificuldades no trabalho.
Ø Denunciar primeiro no RH, posteriormente procurar ajuda de um médico de confiança, orientar-se com um advogado, informar sua entidade de classe que (em tese) o representa, lavrar um B.O. (boletim de ocorrência) e por fim, denunciar no MPT - Ministério Público do Trabalho – que também existe para defender o trabalhador.
Ø E a principal de todas as medidas no combate a este mal é tirar a ‘bindagem’ do assediador, denunciando-o e não atendendo a sua voraz necessidade em tripudiar sobre você quando este o solicitar em sua sala ou departamento. Atende-lo sempre na companhia de um colega de trabalho ou mesmo de um dirigente sindical que realmente esteja e seja comprometido com o trabalhador em sua dor, acercando-se de que este representante realmente o representa.
Ø Por fim, leia. Informe-se sobre recentes leis para coibir o assédio moral no trabalho, seja ele público ou privado, terceiro setor, enfim. Participe de fóruns de discussão e debate. Seminários. Palestras. Blogs. Informações de situações com jurisprudência ocorrida no âmbito das relações de trabalho.
O Núcleo de Apoio as Vítimas do Assédio Moral está sendo construído a muitas mãos. Infelizmente com muitas lágrimas também por aqueles que já sofreram e passaram por situações as quais seria melhor não ter acontecido, pois esquecer, nunca mais.
Com ousadia, queremos construir um ‘porto seguro’ onde a vítima e familiares atingidos indiretamente por este mal, possam receber apoio e ter onde falar de suas dores, angústias e marcas causadas pelos algozes e também doentes assediadores.
Provisoriamente, até que dentro em breve tenhamos um espaço onde possamos nos reunir, este é o seu, o nosso espaço. Conte, compartilhe sua história conosco e vamos juntos, vislumbrar saídas para este túnel que parece não mostrar o seu fim.
Colegas de trabalho, sejam bem vindos! Temos muito que conversar.
Abraços,
Maria Grizante.

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